Na Culto à Ciência – 2

Hoje, o passeio com o Carlos Alberto de Abreu Ferreira e o Armando Affonso Ferreira pela Rua Culto à Ciência continua:

“No 106, a casa de dois pisos, do dr. Horácio Montenegro, engenheiro da Companhia Mogiana, e de sua esposa, d. Maria, e filhos: lembro-me de Fernando e Heloísa.  Casa bem afastada da calçada (ainda existe) e impressionava naquele tempo pela beleza da arquitetura, tamanho da construção e do terreno enorme.

Em seguida, um grupo de casas menores do que as anteriores e por elas passaram algumas famílias como a do dr. Romualdo de Oliveira, engenheiro da Paulista; dr. Antônio Soares, dentista, e sua irmã Rita; as famílias Godoy Schreiner, Hebert e Thomé. Mais ou menos no meio da quadra, bonita, com um grande terreno em volta e bom recuo da rua, destacava-se a residência assobradada do dr. Paulo Floriano de Toledo, sua senhora e os filhos Jacinto, Maria Júlia, Raquel, Armando e Terezinha. Esta casa pertencera antes ao dr. Paulo Decourt, que se mudou para São Paulo, onde se tornou um dos grandes nomes da medicina brasileira, catedrático da Faculdade de Pinheiros (USP).

Vizinha a esta última, vinha a de nº 204, onde moravam os irmãos Mário, Edméa e Luiza Queiroz Telles. Em outras casas, moraram a família Frazatto, a do oftalmologista João Lech Junior e d. Maninha, os Nogueira de Almeida  com os filhos Vasco, Mário, Joca, Mito, e a família do sr. Hypólito Ribeiro (filhos Paulo, Fernando e Aparecida Abreu Ribeiro). Também em uma dessas casas vivia uma família de franco-americanos, os Ruffier, com os filhos Jane, Simone, Ivete e Fernando.

No 226 moraram, primeiro, a família do dr. Franklin Viegas e depois a do dr. Múcio Drummond Murgel, cirurgião de renome, com sua esposa d. Maria e os filhos Fernando, Gustavo, Renata e Maria Eugênia.

(Ei, dr. Múcio! Sou sobrinho do Mário Volkart Castro Dias e amigo do seu filho Gustavo! Um cafezinho? Nossa! Vem bem na hora. É Motta, Bourbon ou São Joaquim? Podemos entrar? Obrigado.)

Em seguida, outra casa muito grande, sobrado, nº 238. O terreno também chegava até a Falcão Filho, com pomar de mangueiras e muitas outras frutas. Os leitores podem imaginar o tamanho desta casa, porque ali viviam o médico dr. Manoel Affonso Ferreira e sua esposa, d.Anita, com os quinze filhos: Antônio, Afonsina, Manoel, Afrânio, Aloísio, Armando, Anneta, Ângelo, Alberto, Maria, Álvaro, Augusto, José Carlos, Geraldo e Maria Aparecida, mais a tia Doninha e a tia Ló.”

Pregado no poste: “Dr. Aloísio! Um beijo, dra. Cecê!”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *