Previsões para 98

Com todo respeito ao nosso Quiroga e outros astrólogos de plantão, vejo que em 1998, Capricórnio mergulha no Aquário, vai ao encontro de Peixes, mas descobrirá um par de Gêmeos. Colocará os dois na Balança, para salvá-los do Escorpião. Enquanto isso, fugindo do Touro, o Leão comerá o que resta de Vênus — por isso ela deixará de ser Virgem. Vênus é aquela que, de tanto roer as unhas, já estava sem o braço esquerdo. Apesar desse autêntico “Samba do Zodíaco Louco”, ninguém se arrisca a prever a cura do Câncer em 98.

Tenho certeza, porém, de que no ano que vem, uma grande “artista” anunciará seu casamento com um homem. Um político famoso morrerá, mas os medíocres e suspeitos continuarão vivos — e espertos. Portanto, há prenúncio de novos escândalos em Brasília e em toda parte onde haja políticos. Todavia, eles não devem se preocupar: nenhum será preso, como sempre.

São esperadas grandes inundações, principalmente durante o período de chuvas. Há boas chances de Fernando Henrique Cardoso candidatar-se à reeleição. E Lula também, para mostrar que é “competente” — porque compete, compete e repete. No horário eleitoral, Éneas mudará o seu jargão para “Não bobéia, se não der com as novas vá com o Éneas”. Cid Moreira não voltará a apresentar o Jornal Nacional. O Guarani terá mais de um técnico — contudo, ainda não será desta vez que Beto Zini sentará no banco para dirigir a equipe.

Orestes Quércia só se candidatará ao governo de São Paulo se o Banespa for devolvido ao Estado. Na Ásia ou na Europa, se um vulcão entrar em atividade, haverá risco de terremotos. Se os seqüestradores do empresário Abílio Diniz permanecerem na prisão, há possibilidade de que rebeliões em presídios de todo o País se sucedam. Em 1998, a história vai se inverter: aquele deputado que gosta de levar dinheiro do bingo passará a apanhar da mulher e ele é que terá de desmentir que foi agredido, mesmo com a mão enfaixada. Ângela Ro Ro não ficará grávida e o pai da criança não será o Clodovil.

No segundo semestre, uma bomba: Luiza Erundina e Itamar Franco desistirão de fazer o par romântico da nova novela das oito, que, aliás, continuará começando depois das oito e meia. Eduardo Suplicy e Paulo Maluf não estarão na mesma chapa para o governo do Estado. Mas em campanha, os dois poderão ser vistos marchando com os sem terra, tentando comer a rainha no tabuleiro do xadrez, digo, no tabuleiro da baiana, em parceria com Antônio Carlos Magalhães.

Carla Perez, aquela que tem “um grande futuro por trás”, como previu o Armando Nogueira, depois de tanta atividade, já estará ensaiando a “dança do garrafão”. Chitãozinho e Xororó não se exibirão no teatro Scala, de Milão, nem a rainha Elizabeth será jurada do Ratinho. Num programa de calouros, Bill Clinton não cantará “Deus salve a América” e também não irá para o trono. Bem feito! Faustão proibirá seu primeiro filho de falar “gugu”. E o cônego Karan plantará um alecrim no Largo da Catedral. Se não terminar empatado, a Ponte ou o Guarani vencerá o dérbi do campeonato brasileiro.

O Brasil seria mais feliz, porém, se esta previsão se confirmasse: nenhum político se reelegeu nas eleições de 1998.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *