Timão no Brinco

O Renato Otranto jura que a imprensa de São Paulo, a torcida paulistana do Corinthians e a da Ponte Preta (por se julgar no direito) vão me matar, mas não custa sugerir. Vai que…

Tudo começou quando o Roberto Ponzo pediu ajuda aos que ainda me lêem para completar uma lista de troca-troca entre jogadores do Guarani e do Corinthians, que ele começou a fazer.

(Antes da lista, aviso que Roberto Ponzo é jornalista, atende pelo nome sagrado de Roberto Diogo, posto que é filho do iluminado Diogo, único lateral-esquerdo da história que parou Garrincha, num torneio memorável em Curitiba, que incluía o Bugre e aquele Botafogo da ‘Estrela Solitária’. Façanha de que nem a ‘Enciclopédia’ Nilton Santos foi capaz.).

Diga, caro Roberto:

“Desde 1960, quando meu pai chegou ao Guarani, vindo do Corinthians, as transações de idas e vindas de atletas é intensa.

Goleiros: Sidnei Poli, Tobias (O Gato), Wilson Coimbra (Macarrão) e Carlos Ganso.

Laterais direitos: Oswaldo Cunha, Miranda (Mirandão, irmão do Miranda, campeão de 78) e Edson Abobrão (Boaro).

Zagueiros: Amaral e Ademir Gonçalves.

Lateral esquerdo: só me lembro do meu pai.

Ponta-direita: Lindóia e Roberto Bataglia.

Meio-campo: Neto, Zenon, Dinelson, Tião e Biro-Biro.

Atacantes: Viola e Dinei.

Ponta-esquerda: Felício.

Se alguém souber de mais atletas que enriquecem esse patrimônio, o Roberto espera os nomes no e-mail rponzo2002@yahoo.com.br. Também vale antes de 1960, claro.

         Agora é hora da confusão. Com tanta afinidade, mais intensa até do que entre Ponte e Corinthians, pelo que vejo, que tal tornar o Brinco de Outro matriz e o Parque São Jorge, filial do Corithians? É só tirar o arco e flecha do índio e dar a ele um mosquete – ou vice-versa.

         Digamos, por vinte anos, o Corinthians se estabelece no Brinco e manda seus jogos ali. Como o Guarani dificilmente voltará para a Série A nesse tempo, nunca haverá coincidência de datas nos jogos das duas equipes (cada uma em sua série). Depois de vinte anos, o Corinthians devolve o Brinco com a dívida do Bugre quitada. Convenhamos, para um clube tão popular que não tem estádio à altura de sua grandeza, é um excelente negócio. Todos ganham: para a Fiel que não mora na Zona Leste da Capital, é mais fácil vir a Campinas do que ir láááá para a ‘Fazendinha’. E os fiéis torcedores do interior de São Paulo, Vale do Paraíba e Sul de Minas terão a chance de ver o Coringão com mais freqüência.

         Pregado no poste: “Podem trazer São Jorge, que a Macaca não repara”

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