Quero ver quem paga…

Você, viciado em drogas, “vítima da sociedade”, como se sente diante das atrocidades cometidas pelos seus fornecedores, sábado, no Rio de Janeiro? Sábado e todos os dias. Você, inocente útil, que embarca nessa armadilha de interesseiros em legalizar as drogas, defender a legalização das drogas, a legalização da morte ou a legalização do enriquecimento desses espertalhões. Se o receptador de produtos roubados é criminoso, você não acha que o comprador de drogas ditas ilícitas também é? Se o político corrupto é bandido, quem se deixa corromper também não é? Você acha justo o povo trabalhar para sustentar as doenças provocadas pelo seu “prazer”? Ou para sustentar na prisão os poucos traficantes que estão lá, depois de matar milhares de “vítimas da sociedade”. Como você se sente na fila da morte, sentença decretada por aquele que lhe vende a desgraça em doses diárias de “prazer”? Ou você é daqueles que diz que faz o que quer com seu corpo e ninguém tem nada com isso? E os que são vítimas da violência que você provoca, matando e roubando até seus parentes, para sustentá-lo nessa fila macabra e enriquecer aquele que vive de matar?

Veja, aqui, o tamanho do mercado que você ajuda a financiar enquanto financia, também, o crime organizado. E não ganha nada com isso: você e todos os que vivem à sua volta, com a desgraça que você espalha, só perdem.

A ONU deve calcular por baixo, mas o preço médio do grama de maconha no varejo é R$ 0,72; o de cocaína; R$ 28,80 e crack, R$ 14,40. A margem sobre o atacado é de 100% para a maconha, 300% para a cocaína e 200% para o crack. O faturamento bruto de todas as bocas-de-fumo de uma cidade de um milhão de habitantes é R$ 64 milhões., por ano. Mas os pesquisadores ressalvam que a tendência à subdeclaração de consumo de drogas é metade do real, o total da venda de drogas é de no mínimo R$ 120 milhões, numa cidade de um milhão de habitantes.

Você ficou com quanto?

Agora veja o que a repórter Fernanda Nogueira escreveu domingo, sobre uma “vítima da sociedade”:

“Marcelo tinha 13 anos e morava com a mãe, o padrasto e três irmãos, em Campinas, quando resolveu que não queria mais ‘depender de ninguém’. A família tinha casa, carro e até uma chácara. Os ganhos da família permitiam que Marcelo só estudasse. Mas ele, coitadinho, queria ter carro, roupas de grife…” Virou traficante e está preso numa Fundação Casa. Como a lei é mole, essa vida dura acabará logo. Quem faz a lei?

Ele não queria depender de ninguém, só do dinheiro dos viciados, para levar a vida que está roubando de você.

Pregado no poste: “Vote nulo, em legítima defesa”

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