Passeando com a prefeita

Estranhando o quê? Dona Izalene e eu estamos passeando desde ontem pela cidade, atrás dos monumentos que ela mandou restaurar. Vamos?

Ali na frente do prédio central da Puccamp, na Praça Emílio José Salim,  havia um marco importante. Celebra o centenário da nossa imprensa, criada com o jornal “Aurora Campineira”, em 4 de Abril de 1858. O busto do monsenhor Salim continua no prédio central da universidade? Vixe! Passamos e eu não vi, prefeita! A senhora viu se o busto do César Bierrenbach estava lá atrás do Bento Quirino? Diplomata, amigo do Santos Dumont, fundou o Centro de Ciências e era apaixonado pela filha do Barão do Rio Branco. Ela não lhe dava bola, ele preferiu morrer…

Ah, na frente do campo ‘da’ Mogiana, ficava o monumento aos 50 anos da imigração japonesa (1958). Plantaram pinheiros e cerejeiras. Está tudo lá? E o busto do cientista Hideyo Noguchi? Como ‘quem foi?’ Puts! Tremendo cientista, isolou o vírus da febre amarela, preparou a vacina preventiva e fez o soro curativo. Muitos dos nossos ancestrais campineiros devem a vida a ele! Morreu na África, em 1928, atacado de… febre amarela!

E o monumento aos 25 anos do início da construção da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro? No alto de uma coluna, um mulher (a indústria) segura uma engrenagem e um martelo. Não, não tinha foice, não, prefeita. Ficava no pátio de manobras da ferrovia. Está lá?

A senhora se lembra de quando vinha aqui ao Largo do Rosário fazer manifestação? Então. Este largo se chama Praça Guilherme de Almeida. Poeta, campineiro, revolucionário de 32… Prefeita, veja se o monumento à Fundação de Campinas ainda está aqui e se o busto do Guilherme, também. Ao lado, havia uma placa com esta dedicação à nossa cidade: “Como de mim há de partir uma alma, de mim partiu o meu primeiro verso. Campinas, amorosa amada minha, Eu deixei de ser ‘eu’ para ser ‘nós’”. Lindo, não?

Antes de terminarmos nossa volta de hoje, vamos verificar se o busto do Alberto Sarmento, presidente da Comissão de Diplomacia da Câmara, está lá no Castelo, e se o do professor Aníbal Freitas está na frente do ginásio de esportes “Alberto Krum”, no colégio Culto à Ciência. Se estiver, por favor, tire aquele “de” do meio do nome do professor Aníbal Freitas, porque ele ficava uma “arara” com isso. Até terça, dona Izalene.

De nada, imagine!

Pregado no poste: “O pedágio ou a vida!”

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