Passe por aqui

O Rio é a cidade mais cantada e onde se dá (e se leva) mais cantada no Brasil. São Paulo também está em versos mil. Já sei, de repente, vêm à sua cabeça esta letra: “Pelas campinas gentis / voam lindas borboletas / com suas asas sutis / verdes, vermelhas e pretas / ai quem me dera voar / como tão lindos bichinhos / só para as rosas beijar / sem me espetar nos espinhos!” Não, este hino às “brabuletas” não tem nada a ver com Campinas.

Para Campinas, fora o hino, da nossa poeta Teresinha Ferrão, e “O Progresso”, do Carlos Gomes, não conheço nada. O Orestes Segálio e sua bandinha deixaram alguma lembrança? Uma escola de samba, será? Na memória do Udine Laserra, antiquário das novidades, martela uma letra que fala dos bairros, mas nem o Zeza Amaral conhece. Será que o Coral Pio XI e seu digno maestro Osvaldo Urban ou nossa magistral Mariinha Mota Aguiar…?

Agora, chegam pela rede mundial esta letra e música:

“Quem já passou por aqui / certamente pode lhe dizer / Da beleza dos arranhas céus / suas noites tem sabor de mel / Quem já passou por aqui / certamente pode lhe dizer / que no Largo do Rosário / todos lêem seu Diário / preocupados com você / Quem já passou por aqui / e em seus bares pôde conviver/ Do Red Lion ao Ricoleta tem a cultura do Almanaque / vem Cachaçaria pra beber / reciclagem pra viver / isso é fato meu irmão / Quem já passou por aqui / tantas ruas a seguir foi parar no Contra-Mão / Pego a estrada e vou pra zona sul / tem fumaça confundindo o azul / Quanta riqueza por aqui e a pobreza logo ali / entristece o amanhecer / Quem já passou por aqui / certamente pode lhe dizer / Que a lendária Giovannetti tem / bate papo das esquinas vem / Quanta poesia e recital / na Lagoa é o seu quintal / vejo o povo mais feliz / Quem já passou por aqui / entrou no Túnel do Tempo / foi parar no Flor de Lis / Quanta gente e tanta solidão / sigo os rumos do meu coração / Passo no Éden para amar / Convivência vi chegar / na beleza de uma flor / Quem já passou por aqui / pôde ver o que eu não vi / mas vai ter o seu amor.

Chama-se Metrópole, é do Mi Mazzini, do grupo Cobra Criada. Ouvi e gostei.

Pregado no poste: “Para ouvir, www.nadyrcalvi.com.br”

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