Pare, olhe… viva!

Nosso governador não está bem. Reage com estupidez diante de qualquer provocação – e demonstra insegurança, porque é bobo de aceitar provocação –, grita com assessores, gosta de parecer arrogante, prepotente. Seo Zuza não era assim. Será que os medicamentos estão lhe subindo à cabeça? Para quem inaugura mais cadeias e penitenciárias do que escolas e postos de saúde e oferece mais vagas para bandidos do que para estudantes, é porque tudo vai mal no País onde ele vive. Há muito o Brasil escolhe educar menos. Agora, tem de punir mais. E não pune. Contrariou aquele ditado: “Educar as crianças para não punir os homens.”. Qual a idade média dos marginais? 25 anos? Nasceram na ditadura. Coincidência?

Numa reunião de prefeitos de cidades da Alta Paulista, em pleno regime militar, eles preparavam uma “vaquinha” para comprar ambulâncias de uso comum para todos os municípios. Nenhum tinha dinheiro para comprar uma ambulância, pelo menos. O de Lutécia aceitava o que ninguém quer: um presídio feminino. “É o único jeito de ter médico na cidade”, lamentava. Conseguiu. Pedro Sola, de Marília, me cutucou: “Decadência. Antes, eles pleiteavam escolas, bibliotecas…”.

Neste mandato, seo Zuza esteve em Campinas para inaugurar um Centro de Detenção Provisória com 700 vagas; um fórum novo na vila Mimosa e entregar viaturas da polícia — pra inglês ver. Escola? Nenhuma! Enquanto isso, o comandante da PM diz que a imprensa gera violência! Estão todos perdidos. Já não sabem o que fazem nem o que falam.

Há 50 anos, o diretor do Serviço de Trânsito do Estado, capitão Vicente Ságuas, veio a Campinas para inaugurar quatro semáforos na cidade. Festa! Uma autoridade se deslocava da Capital para entregar quatro semáforos! A fábrica de pneus Firestone aproveitou para lançar folhetos educativos com a mensagem “Pare, olhe… viva!”. Era o campineiro aprendendo a conviver com o trânsito de veículos. Agora, são vigiados por radares eletrônicos, porque, parece, poucos aprenderam. Tanto que, há três anos, um policial de trânsito atirou nas costas de um jovem que “furou” uma blitz. Faltou educação para os dois. Para seo Zuza e o comandante, também.

Pregado no poste: “Teje preso!”

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