Os verdadeiros astronautas

Até hoje não entendi para que serve um astronauta. Desde o primeiro, Yuri Gagarin, até o último (quem foi o último, mesmo?), sei que o russo falou que a Terra é azul e o americano que inaugurou a Lua garantiu que foi um pequeno passo para o homem e um grande salto para a humanidade. Qualquer coisa assim. Houve também um país do norte da África que mandou um astronauta e um macaco no mesmo foguete. Durante toda a viagem, o macaco apertava botões, acionava computadores, enfim, conduzia a nave. E a função do astronauta era descascar bananas para o macaco.

No Brasil, além de Ronald Golias ser “O homem do sputnik”, numa chanchada com a Norma Bengel, fizeram uma marchinha de Carnaval: “O Brasil vai lançar foguete, Cuba também vai lançar; Cuba lança, Cuba; Eu quero ver, Cuba lançar.” Na época, essa letra escandalizou. Hoje, seria canção infantil de abertura do programa da Xuxa. Falaram em um astronauta que veio de Bauru. Quem sabe dele?

Mas quinta-feira, eu tive a honra de ser convidado a participar da posse (ou do lançamento?) do terceiro astronauta de verdade. E em Campinas – no Centro Nacional de Pesquisa de Monitoramento por Satélite, da Embrapa. Nosso terceiro astronauta de verdade – Ademar Ribeiro Romero é o nome dele – sucede a outros dois cientistas como ele, os irmãos Miranda, Evaristo e José Roberto, que há anos põem satélites do espaço sideral a “mirandar” a serviço da humanidade. Tudo da base que eles construíram nesta terra de Barreto Leme, único ponto ainda iluminado no mapa do Brasil. Sem sair do chão, porque não precisam, esses jovens prestam um grande benefício à sociedade: como produzir mais, melhor e mais barato os alimentos para o povo e descobrir quem, neste planeta (ainda azul?), ameaça nossas vidas, poluindo a água, o céu e a terra.

O trabalho deles é fascinante. Vale conhecer, das crianças a empresários, de religiosos a ateus. Foi interessante ver, na passagem do posto, o José Roberto emocionado agradecer primeiro a Deus, pelo trabalho realizado em prol da comunidade. Se esses cientistas, que vivem do Céu com o coração na Terra, acreditam em Deus, quem somos nós para duvidar?

Pregado no poste: “Cristo, ainda, não se arrependeu da ressurreição.”

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