Nós e eles

Realmente é digno, justo, razoável e salutar darmos graças à liberdade de expressão. A moda, agora, é o núcleo duro da Dilma acusar a imprensa, como se a dura história dela e do seu núcleo não fosse a de pregar a mesma liberdade contra a qual tramam agora, embora defendessem e defendam regimes cuja primeira medida que tomam ao chegar ao poder é matar as liberdades. Dia desses, seu antecessor na Casa Civil (onde já se viu!?) soltou: “A imprensa serve de porta-voz de interesses conservadores, pela manutenção da alta taxa de juros, do superávit primário e do corte de gastos públicos.” Só que se a imprensa governista fosse boa, a ‘Hora do Brasil’ seria campeã de audiência e o ‘Diário Oficial’, rei das bancas.

Mais: ele usou a imprensa livre para se manifestar, porque se usasse a governista que ele bajula, ninguém saberia nem de sua existência. Está cassado. Nos regimes que ele idolatra – até chora por eles – seria caçado, e fuzilado, contra um ‘paredón’. (Desculpem-me pelo desabafo, enquanto é tempo, mas no Brasil ideologia só rima com hipocrisia.).

Que gente é essa que no palanque prega igualdade de direitos entre homens e mulheres, mas treme de medo e suja calças e calcinhas na hora de protegê-las de um louco que gosta de matá-las a pedradas? As ONGs feministas, mantidas com dinheiro que o governo toma do povo, não vão se insurgir? (Mostra tua cara / Quero ver quem paga/ Pra gente ficar assim…)

Há algo de podre no reino da Dilma & Marta? Digo, da Dinamarca? Acho que não. São ínclitas, probas, pudicas, impolutas, éticas, sem jaça e egrégias. Tanto que uma sugeriu ao povo, que sofria nas filas dos aeroportos (culpa do governo do qual ela foi ministra do Turismo), “relaxar e gozar”. Na opinião da outra: “O meio ambiente é, sem dúvida nenhuma, uma ameaça ao desenvolvimento sustentável e isso significa que é uma ameaça para o futuro do nosso planeta e dos nossos países.”. Até Marina Silva ficou verde.

Por falar em egrégia, o site da nossa egrégia Câmara ainda não contou que seu orçamento para 2011 pulou de R$ 74 milhões para R$ 78 milhões. Ou R$ 9.027,00 por hora. Só R$ 154,00 por minuto. A cada quatro minutos, os nobres edis gastam mais do que um salário mínimo pago na marra pelo povo.

Pregado no poste: “Sem hífen, pontepretanos proclamam: ‘Finalmente, unidos venceremos’”

 

 

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