‘Naziscolas’ – 2

Viram? É só falar no diabo, aparecem os rabos. Terça feira denunciamos aqui o regime nazicomunista que vige nas escolas do Estado e põe seu filho em risco, já que a secretaria da Educação, lá de São Paulo, proíbe que diretores, professores e servidores do ensino informem a imprensa, para que a sociedade, que trabalha para pagar o salário deles, saiba o que acontece lá dentro.

Auschwitz não era melhor, mas não está longe. Deu nos jornais: “Sala de aula vira cadeia. Dentro da Escola Estadual “Júlia Della Casa Paula”, em Cidade Ademar (zona sul da Capital), as salas de aula ficam atrás de dois portões de ferro trancados. O pátio interno é fechado por chapas de ferro azuis, e de dentro, as crianças não veem a luz do sol.”. Ai da professorinha que denunciar esse crime na imprensa, testemunhado do lado de fora pelo repórter.

Em Campinas, veja o que fazem com seu filho, se ele estuda na Escola Estadual “Telêmaco Paioli Melges”. Quem alerta é a repórter do ‘Correio’ Inaê Miranda, que esteve lá: “Cerca de 1,2 mil alunos estão sem aula desde a última quarta-feira (24.03). O motivo da falta de aulas seria um defeito na bomba da caixa-d’água. A Secretaria de Estado da Educação nega que o problema tenha começado há quase uma semana.”. Como a secretaria mente desse jeito, se ninguém esteve lá? Duvida? Veja o absurdo: “De acordo com a assessoria de imprensa da secretaria, os alunos só ficaram sem aula na manhã e tarde de ontem (29).”. Então, a digna Inaê arranca de vez a máscara deles: “A assessoria informou também que até as 15h de ontem a situação estaria resolvida. No entanto, até as 14h nenhum reparo havia sido feito. Por volta desse horário, um caminhão-pipa da Sanasa foi embora depois de ter tentado abastecer a caixa-d’água, sem sucesso. ‘Vamos ter que voltar aqui outro dia para fazer isso, pois não há ninguém da manutenção da escola que possa acompanhar nosso serviço’, afirmou um funcionário da Sanasa. Abordada sobre a situação, a coordenadora disse que não estava autorizada a dar entrevista.”.

(Mas há que ludibriar o povo, para sobreviver às custas do povo.)

Numa manhã de domingo, o zelador do Colégio ‘Culto à Ciência’ amanheceu morto na soleira da porta principal. Assassinado. Ouvi a notícia na Rádio Cultura, dada pelo Sérgio Batista, que apresentava “Nos degraus do sucesso”. Corri para lá. O diretor atendia os policiais e dava todas as informações aos repórteres: assalto, crime passional, vingança? Até hoje não se sabe. Mas tudo o que o diretor sabia ele disse à imprensa. O nome desse grande homem? Telêmaco Paioli Melges, um ídolo dos alunos. O colégio era autônomo, selecionava rigorosamente os professores, fazia seu próprio currículo e não tinha de dar satisfação alguma para a secretaria.

Pregado no poste: “Por isso, era a melhor escola pública do país.”

 

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