Na Culto à Ciência – 5

Após a madeireira seguia-se uma série de casas pequenas, geminadas e com poucos metros metragem de frente, números 365, 367, 369. Lembro-me de alguns moradores: o sr. Antônio Antunes, jardineiro do Ginásio — com muito trabalho e visão do futuro, formou os filhos Renato, em medicina, e Armando, em odontologia. Em outra casa morava a família do hoje advogado Raimundo de Oliveira Valle e seu irmão Marçal, anos mais tarde jornalista e cronista social.

Depois das casas pequenas. havia u’a maior, térrea, afastada da rua, nº 397, com jardim e terraço. Ali morava a família do sr. Gil Serra. Sua filha Gilda estudava no Ginásio do Estado.

A terceira quadra acabava no 433, esquina com Rua Silveira Lopes, onde morou a família de Cid Franco de Andrade e seu irmão Max. Aí, começava o quarto e último quarteirão ímpar da Culto à Ciência. A primeira casa, com entrada pela Silveira Lopes, era alta, sem recuo e parte da fachada na Culto à Ciência. Era da família Regina, que tinha os filhos Lisette, Cecília, Alaíde, Walter, Heitor, Nilton e Aristeu.

Esta quadra tinha um trecho mais ou menos comprido, em frente ao bambuzal do Ginásio, por onde eu não passava muito. Mas me lembro de que na série de casas, moraram o sr. Francisco Hen, inspetor de alunos do Ginásio  (apelidado carinhosamente pelos estudantes de Chico Espinho), sacristão da Igreja Coração de Jesus, e suas irmãs. Também o professor Luiz Galhardo, educador, excelente preparador de alunos, que queriam fazer admissão ao Ginásio, sua esposa, d. Rafaela, e os filhos Milton, Nice, Hélio, Elsie e Luiz Filho.

Também neste trecho, morou a família do professor Peres Y Marin. Mais para frente, os Mota Batista, cujo filho, Geraldo, foi prefeito de Uberlândia. Chegamos agora ao 543: casa diferente, tinha uma espécie de torre com altura equivalente a uns três andares. Era da família Raimundo Oliva, senhor sempre muito bem vestido, de chapéu coco e bengala, de andar rápido e porte imponente. O último imóvel, na esquina, era um pequeno comércio, uma quitanda. Chegamos então ao fim da Rua Culto à Ciência, na esquina com Barão de Itapura, aonde o bonde 9, Botafogo, que vinha desde a Hércules Florence, virava e subia para enveredar pela Andrade Neves, rumo à estação da Paulista.

Pregado  no poste: “Carlos e Armando, a cidade agradece!”

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