Insulto à Justiça

Telma Nantes de Matos exerce a mais importante profissão do mundo: professora. E dá aula em escolas de Educação Infantil, devidamente aprovada em concurso público. Ou seja, ganha seu dinheiro honestamente, trabalhando, graças ao seu próprio talento, e não às custas do povo, como afilhada de político, em cargo de “comessão”. Em seu blog “Tô Dentro”, a jornalista Kátia Fonseca, do “Portal Rac”, alerta: mesmo aprovada, ela não é admitida pela Prefeitura de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, que fez o concurso que a aprovou! Em Primeira Instância, Telma ganhou o direito de ensinar. A Prefeitura recorreu. Dois dos três desembargadores do Tribunal de Justiça negaram a ela o direito de ensinar.

Meu Deus! Se a Justiça é cega, como dois desembargadores que trabalham para a Justiça proíbem outra cega de ser professora!? O Brasil não está mais à beira do lixo – já caiu nele! Esses luminares pensam que a Telma ensina com os olhos? Como disse Antônio Maria, um dos mais importantes cronistas e compositores do Brasil, que denunciou mutretas de um biliardário e teve as mãos quebradas pelos seguranças do bandido rico: “Idiotas! Eles pensam que eu escrevo com as mãos!”.

Pergunte a quem estudou no “Culto à Ciência” o nome da mestra mais querida. Unanimidade: Maria Aparecida Mota Aguiar, nossa Mariinha, professora de Música. Terminou seus dias sem ver nada, mas “via” seus alunos com o coração e pela voz, mesmo depois de décadas. Comovente.

Veja a beleza de raciocínio de outra professora cega, doutora Fabiana Bonilha, campineirinha guerreira da Unicamp, ser humano mais importante do que certos e errados senhores da Justiça: “Professor não é profissão, é missão. Um professor deficiente tem mais sensibilidade para lidar com diferenças em sala de aula, ainda mais com crianças. Para ele, a abertura para o ‘novo’ é mais aguçada; por isso, ele instiga mais os alunos na busca do conhecimento.”.

Pregado no poste: “Ainda bem que não somos mais Campinas de Mato Grosso! Nem do Sul!”

 

 

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