Índios metaleiros

Até o Descobrimento, ninguém desconfiava de que esta terra generosa, de gente muito bondosa, abrigava tribos de índios metaleiros. Mas foi só seo Cabral (que vinha navegando até ver a terra a prazo) encontrar o mulherio em pêlo e os homens de tanga, para começar a cobiça. Não é de hoje que europeus e americanos sabem que cada taba, cada oca, cada nação indígena repousa sobre uma riqueza capaz de sustentar o mundo sem ninguém trabalhar. Estão todos interessados em nossos bens e, em conseqüência, nossos males. Assim pensam Obama e amigos.

Logo depois da comitiva do senhor de Belmonte (não é marca de cigarro, mas uma comenda de Cabral) começaram as bandeiras – com a diferença de que apresavam os índios para escravizá-los. Hoje, em nome dos direitos humanos, os adulam para empobrecê-los, em nome da tutela dos coitadinhos, e garantir o ouro para os gringos. No Brasil, existe cada brasileiro…

Segundo conta avisa a campineira Neusa Ramasco, lá de Florianópolis, os verdadeiros nomes das tribos indígenas se vão revelando: há os índios “Nióbio” e “Tâtalo”, sem os quais seria impossível nossa indústria aeroespacial. Rapidamente, lembrei-me dos “Manganês”, lá na Serra do Navio, dentro do Amapá.

Os “Monazíticos”, coitados, que viviam na areia, partiram com seus urânios para bancar parte do programa nuclear americano – os sobrinhos do ‘Tio Sam’ nem ligam: afinal, se eles já falam que a Amazônia é do mundo, tanto faz uma areia a mais ou menos, para quem já está na areia. Ficaram os índios “Urânios”, em Minas e Roraima.

Ainda há as tribos dos “Tórios”, “Diamantes”, “Titânios” e “Alumínios”. Sem alguns deles, a metalurgia volta à idade das trevas. Ou da pedra.

Esquisito como esses estrangeiros continuam saqueando animais, vegetais e minerais do Brasil, sem reação alguma de nossa parte. No tempo de Joãozinho Kennedy, havia os “Peace Corps”, pela ditadura chamados de “Voluntários da Paz”, imbuídos de viva fé e ardente piedade pelos nossos “Povos da Floresta” – fé e piedade, patrioticamente desmascaradas pela esquerda inteligente, que os acusava de agentes da CIA. Aquela esquerda morreu e, agora, esses gringos viraram “defensores dos direitos humanos”.

Pregado no poste: “A fome justifica os meios”

 

 

 

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