Cláudia e Lucy

Da primeira reportagem a gente nunca se esquece. A primeira notícia que mandei de Campinas para o Estadão falava do aniversário e da situação (dramática) do nosso Corpo de Bombeiros. Foi há muito tempo (nem tanto). Agora, a Cláudia Cristina Porto e a Lucy Mendes, do 4º ano de Jornalismo da Puccamp, vão contar a celebração dos 100 anos desses heróis. Se repetirem a façanha da turma do ano passado, que descobriu a negligência que provocou a tragédia do Cine Rink, em 1951, será um tralho primoroso de conclusão do curso. (Um alerta, meninas: cuidado! Ao redigir a matéria, em vez de escrever “homens do fogo”, saiu “homens de fogo”. Levei uma bronca do mestre Mário Erbolato, chefe da sucursal do jornalão, que fiquei vermelho até hoje.).

Quando vocês conversarem com o lendário capitão Zuin, que deu um belo depoimento à repórter Marina Franco, da nossa Revista do Correio, peça para ele lhes contar as aventuras do tenente Coelho e do major Moreira (que estudaram na Puccamp como vocês); do soldado Belmiro (que me acordava de madrugada até para comunicar a ocorrência de fogo em mato) e do tenente Abolins (do destacamento de Viracopos). Uma vez, eles foram aplaudidos pelo povo em pleno incêndio, que ameaçava o prédio do Banespa, aí na Francisco Glicério, pertinho do quartel. As viaturas estavam tão ruins, que chegaram empurradas por eles e por toda a gente. O jornalista Toninho de Júlio (hoje “homem de televisão”) escreveu: “É de pasmar a situação dos bombeiros de Campinas…”. Aí, foi ele quem levou a bronca. Onde já se viu começar uma notícia dizendo “é de pasmar”?

Aí nos arquivos dos bombeiros, vocês encontrarão um relatório feito pelo Coelho e pelo Moreira, a pedido da Sucursal, sobre o estado em que se encontrava a nossa Catedral. No fim da vistoria, cansado e assustado, o major Moreira disse ao padre Caran: “Sua igreja está sob proteção divina!”. Aliás, esse é um bom tema para outra turma do Jornalismo: “Como foi e como está nossa Catedral?”. Ei, não se esqueçam do Alecrim, que nem os bombeiros puderam salvar.

Pregado no poste: “Campinas, terra prometida ou comprometida?”

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