Campinas, terra de bandidos?

Recebi de uma amiga, que sobrevive nesta sucursal do inferno:

“Todos os dias, vemos nos jornais manchetes sobre crimes, seqüestros, roubos etc.. Informalmente, ficamos sabendo, também, que aconteceu com amigos, conhecidos… Porém, achamos que tomamos os devidos cuidados para manter esse tipo de situação o mais distante possível.

A verdade é que eu me encaixava nessas pessoas, até o dia em que em uma rua perpendicular à tão conhecida Emílio Ribas, rodeada de pessoas e do ‘guardinha’ que olha os carros, fui surpreendida por três caras, armados, que me obrigaram a entrar em meu carro, a calar a boca e ir para outra cidade com eles. Nesse momento, já nem pensava mais no dia de amanhã, certa de que iriam abusar de mim e me matar. O medo era constante. A aflição e a insegurança me deram forças para tentar contornar a situação e jamais me descontrolar. Graças a Deus, não chegaram perto de mim, e pude voltar, não sei como, para os braços de meus pais!

Todos corremos riscos. E caso aconteça com você, tente se controlar, porque sua atitude pode ser determinante no desenrolar do crime! Acho que há muito tempo todos todos sabem que a Emílio Ribas é uma das ruas mais visadas em Campinas – todo o Cambuí é grande cenário para a violência, por conter alguns dos bares mais freqüentados da cidade.

A polícia não consegue resolver este problema, mesmo sabendo da gravidade e freqüência dos crimes que lá acontecem todos os dias. Diz não ter efetivo suficiente para manter a cobertura da região crítica.

É um absurdo – dificilmente conseguiremos mudar. Porém acho que alguém deveria fazer alguma coisa!

Precisamos acreditar que a força popular tem de ser maior, e que sem nós, aquele lugar não existe!

Um movimento para mostrar nosso medo e indignação seria o ideal. Quem sabe, assim, os bares aos quais destinamos grande parte do nosso dinheiro se mobilizassem para trazer mais segurança e conforto a seus freqüentadores. Seja iluminando mais a rua e seus arredores e contratando seguranças treinados para também afastar os tão indesejados  ‘flanelinhas’, vulgarmente considerados ‘seguranças’.

O que espero de cada um de nós é que ao menos repasse este texto para seus conhecidos, alertando-os para este problema real.

Demorei a tomar a iniciativa de escrever, pois não conseguia encarar o problema! Hoje, freqüento uma psicóloga, pois por menor que pareça o susto, quem já passou por coisa semelhante conhece a sensação de fraqueza e  impotência que temos em tal momento. A cena se passa repetidas vezes na minha memória. Já não vivo mais tranqüila.”

Pregado no poste: “Ou o Brasil acaba com os políticos ou os políticos acabam com as saúvas”

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