Buumm! Estourou o saco

Itupeva não é o Pentágono nem Sertãozinho virou Nova York (Ainda, porque o pessoal desta ‘república’ paralela ainda fará dela a maior cidade do mundo.). Em Itupeva, depois do susto do assalto no Wet’n Wild (é assim que se escreve isso?), sobraram uma bomba de areia dando trabalho para a polícia, o pavor na lembrança dos funcionários e a decepção dos paulistanos que procuraram o parque para se divertir e foram espantados pela violência.

Mas em Sertãozinho, o que aconteceu vai inspirar, logo, logo, esse pessoal especializado em “armar” pegadinhas na televisão, crentes em que o povo acredita na autenticidade daquilo.

Foi semana passada, tarde de terça-feira, na praça que fica bem na frente da Prefeitura do seo Zezinho Gimenez. Quando deram pela coisa, uma maleta dos tempos do zero-zero-sete estava no chão, perto de um orelhão. “Meu Deus, o que é aquilo? Será que tem uma bomba dentro daquilo?” Parece que foi o engraxate que chamou a polícia. Ou algum oficial de gabinete do prefeito. Enquanto os ‘tiras’ não chegavam, a gloriosa – e garbosa – Guarda Municipal fez a parte dela: cercou o “artefato” com uma daquelas ‘tirinhas’ amarelo e preta que a nossa polícia copiou das que a polícia americana mostra nos filmes de Roliude, desde os tempos do Kojak (Puts! Lembra dele?). E isso mesmo que você está pensando: enquanto os ‘tiras’ não vêm, a Guarda Municipal usa ‘tirinhas’…

Aí, chegam todos juntos. Parece que um esperava o outro chegar antes, para mexer naquela joça e ela que explodisse na cara do “herói”. Polícia Civil, Militar e Eclesiástica, Bombeiros e um bolo de gente se formando. Sabe aquela música, “De frente pro crime”? Pois é: “Mulata pra fazer pastel e um bom churrasco de gato; quatro horas da manhã, baixou o santo na porta-bandeira…

Até que um policial achou melhor apelar para o esquadrão anti-bombas, baseado (no bom sentido) em Ribeirão Preto. Mais de quarenta minutos se passaram e o sol cozinhando os miolos de todo mundo – o calor nestas bandas não é brincadeira. Antes que o dito esquadrão chegasse, um distinto senhor, de paletó e gravata, lenço aberto enxugando o rosto, abria caminho entre a multidão: “Desculpem! Com licença, desculpem! Acho que esqueci… òia ela lá! Minha pasta!” Tomou uma vaia… Não porque esqueceu a pasta, mas pela coragem de perguntar porque havia tanta gente na praça àquela hora.

Pregado no poste: “Certas igrejas têm crentes ou clientes?”

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