Bonitíssima

Sei que sábado que vem é dia de São João, as festas se enchem de políticos, há muitas quadrilhas, e você, apesar das más companhias, terá de ir a pelo menos uma. E perderá um dos últimos capítulos de “Bonitíssima”. Num buraco de reportagem, eis o que acontecerá enquanto você enfrenta uma quadrilha:

“Murat aposta numa égua chamada Bia, ganha uma bolada, paga a dívida. Bia fala para Murat que o filho que eles tiveram joga no Corinthians e namora a Regina Duarte. Tosca contrata Zezé de Camargo & Luciano para cantar na abertura da churrascaria. Vanessa Camargo dá uma canja, canta ‘Egüinha Pocotó’, e um bloco sai brincando ‘Hoje é festa lá no apê da Júlia…’. Vitória larga o delegado e canta Safira: Pascoal culpa Matheus. Ornela vai presa por pedofilia: foi flagrada entrando com filho de Alberto num motel. No apê, Júlia promete a Cemil novo cargo na Belíssima. Mônica fica indignada ao saber que Dagmar terminou com Fladson para fugir com Rebeca. Alberto fica furioso com Matilde, que serve um café frio. Vitória pede que o delegado leve a filha Cris para almoçar no Tebas, para que elas conheçam Katina. Ela conta a Murat que Tosca lhe disse que Bia teve um menino. Cris diz a Vitória que quer que seu pai namore a Sabina, sem saber que Sabina tem um caso com André. Mary e Guida acham que Carlos Manga desistiu do show. Mas Carlos Manga vai até o apartamento de Mary e Guida e elas desmaiam ao vê-lo de baby-doll. Gigi pede que Bia lhe compre um sorvete. Quando Bia se aproxima da carrocinha, descobre que o sorveteiro é Nikos. Ao longe, o grego ouve Fábio Júnior cantando ‘Pai Herói’ e desconfia de que Cemil é o pai de sua mãe. Safira pede para conversar com Pascoal, mas ele se recusa a vê-la sem uma chave de roda. Murat diz a Gilberto que quer encontrar o filho que teve com Bia e ambos vão ao Parque São Jorge. Lá, encontram André, Valdete, doutor Natanael, Rogério e Suzi, que desapareceu da novela para se casar com Maria João e abrir uma pastelaria no Oziel. Pelo menos, todos treinavam entre os titulares.”

A dramaturgia brasileira é tão profunda que se alguém contar essa história daqui a um ano, todos vão se lembrar e ninguém vai duvidar.

Pregado no poste: “Há milhões de crianças abandonadas no mundo, nenhuma em Cuba; há bilhões de pessoas livres no mundo, nenhuma em Cuba”

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