Elas por elas – 2

Continuando e concluindo nossa conversa de ontem, os argumentos que as feministas me mandaram para justificar a superioridade delas sobre eles na sociedade. Meninas, com a palavra, vocês:

“Somos o belo sexo. Sentar de pernas fechadas não dói. Se exercemos profissões masculinas, somos ‘pioneiras’; se um homem exerce uma profissão tipicamente feminina, é bicha. Se matarmos alguém, e provarmos que foi na TPM, é atenuante. Disfarçamos melhor orelhas de abano. Podemos faltar ao trabalho por motivo de menstruação. Podemos ficar excitadas que ninguém percebe. Deus fez Adão como rascunho e a mulher como Sua obra-prima. (Deus precisa fazer rascunho?). A idade não atrapalha nosso desempenho sexual. A mulher é mais sincera. (Diz tudo o que pensa, mas não pensa em metade do que diz?). Não precisamos nos barbear.

Se eles nos traem, somos vítimas; se traímos, eles são cornos. Mulher sem grande apetite sexual é recatada; homem sem grande apetite sexual é ‘esquisito’. Temos orgasmos múltiplos. Podemos fazer sexo quantas vezes por dia quisermos. Nós é que somos carregadas na noite de núpcias. Somos nós que decidimos quanto à reprodução. Sentimos o bebê mexendo.

Amamentamos. As crianças sempre dizem ‘mamãe’ primeiro. Sempre sabemos que o filho é nosso. Temos quatro meses de licença maternidade. Mulher grávida não entra em fila. Mulher de embaixador é embaixatriz; marido de embaixadora não é nada. Mulher de presidente é primeira-dama; marido de presidenta é um zero à esquerda, mesmo que seja de direita.

Se casarmos com o herdeiro do trono, seremos rainhas; se um homem casa com a herdeira do trono, será o marido da rainha. Não somos obrigadas a servir o exército. Não precisamos ir à guerra. Carregamos sempre os pacotes mais leves. Dia das mães é sagrado. Em caso de divórcio, recebemos pensão e ficamos com a guarda dos filhos. Somos monogâmicas (embora precisemos testar vários homens pra achar um que valha a pena…). Não somos circuncidadas nem temos fimose.

Exame ginecológico é mais agradável que o de próstata. (Tóóóiiiimm! Como elas sabem?).”

Pregado no poste: “Mas elas não existem sem eles.”

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