Elas por elas – 1

Terça-feira, conversamos sobre o papel nulo das feministas na libertação da mulher e algumas, indignadas, mandaram centenas de argumentos que, segundo elas, fazem a mulher melhor do que o homem. São tantos que a lista começa hoje e termina amanhã. É o direito de defesa. Digam meninas:

“Uma boa maquiagem disfarça qualquer imperfeição. 98% da indústria de cosméticos e 89% da moda são voltadas pra nós. Usamos tanto rosa quanto azul e não precisamos usar gravata. Podemos ir para o trabalho de bermudas e sandálias. Sempre estamos presentes no nascimento dos filhos. Se você está gravida nenhum desejo é estranho demais. Xingar a mãe provoca mais raiva que xingar o pai.

Ganhamos mais presentes, ganhamos flores, e no noivado, somos nós que ganhamos o anel. Somos o centro das atenções nas festas e a estrela, no casamento. Alguém já ouviu falar em ‘muso’ inspirador? A Globo torra milhões em novelas, só pra nós. A novela sempre tem um final adequado à nossa preferência; o futebol, nem sempre. Não nos desesperamos diante de um campo de grama com uma bola e 22 mulheres. Mas se nos agitamos em frente a um campo de grama com uma bola e 22 homens, não é por causa do jogo…

Não ficamos carecas.

Escolhemos o cardápio e não pagamos a conta. No máximo, rachamos. E são sempre os homens que dão gorjeta. Não trocamos pneus. Não precisamos abrir potes de conserva. Vivemos mais. Temos menos problemas cardíacos. Somos menos atingidas pela violência urbana e mão apelamos para a violência.

Sofremos menos ataques de tubarão. Dirigimos melhor e brigamos menos no trânsito. Seguro de automóvel é mais barato para mulheres. Podemos dormir com uma amiga sem sermos chamadas de lésbicas. Namorado de amiga nossa pra nós é homem. (Tá bom….) Somos os primeiros reféns a serem libertados. Temos prioridade em botes salva-vidas. Não investigamos barulhos suspeitos à noite. Todo homem já apanhou de uma mulher (nem que tenha sido da mãe).  Em caso de rejeição, temos mais classe. Temos um dia internacional.”

Pregado no poste: “E eles não vivem sem elas.”

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