Comercial do bem

Pela Internet chega tanta porcaria na casa da gente, que quando entra algo que presta, assusta, chama a atenção, dá vontade de correr e contar pra todo mundo. Há uma tranqueira que aparece todo dia, às vezes duas vezes ao dia, com fotos de “festinhas nas faculdades” – deve ser aula prática de universidades de sexologia. Semanalmente, entregam pela rede uma revista espanhola muito interessante sobre defesa do consumidor –, mas só serve para o consumidor espanhol… Mensagens de políticos, nem abro – pode infeccionar e matar – de nojo.

Lembra-se daqueles vendedores porta à porta de antigamente? Esses, pelo menos, traziam alguma utilidade e, educados, batiam antes de entrar ou tocavam a campainha: tira-manchas, espanador, vassoura, pano de prato, enciclopédia, alho, cebola, tapete, rede, limão, bule, saco de lixo… A tralha de hoje não serve pra nada.

Imagine: o que eu vou fazer com fotos de festinhas de faculdades? E com um submarino que vem com frete grátis mais brindes? Se for russo, então, passem outra hora. Ou com anti-rugas três no cartão (nem sabia que a Ana Pegova tem rugas…). Emagreça dormindo (mas acorde cansado). E isto: “Coffret Amplicils Waterproof Volume Panoramique” – será injeção de penicilina para depois do horário político?

Agora, veja que bela iniciativa. Palmas para os patrocinadores:

“Grupo Unique faz jantar pela máquina Braille produzida no Brasil

Os hotéis Unique São Paulo e Unique Garden uniram-se para promover um evento social que tem como objetivo o início da distribuição de máquinas Braille aos 645 municípios paulistas, através de seus centros de apoio a portadores de deficiência visual. A ação, que inclui um coquetel seguido de jantar e show, ocorrerá em 12 de outubro, a partir das 19 horas no Unique SP, e terá sua renda totalmente revertida para a compra e doação das máquinas.

Na primeira etapa, a distribuição será feita nas cidades com mais de 100 mil habitantes, para depois se estender a todas as outras. A máquina Braille é um equipamento fundamental para a inclusão social de 1,5 milhão de deficientes visuais, uma vez que possibilita sua alfabetização, educação e preparação para o mercado de trabalho.

Produzida nos EUA, ela custa US$ 660 e é vendida no Brasil por cerca de R$ 3.500,00, o que inviabiliza seu acesso ao deficiente de baixa renda.

A Laramara – Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual – firmou um acordo com a instituição norte-americana que produz o equipamento para a criação da primeira fábrica de máquinas de escrever em Braille da América Latina. Uma área de 500 m² nas dependências da associação, no bairro de Campos Elíseos, em São Paulo, foi adaptada para acolher essa produção, que consumiu cerca de R$ 600 mil em investimentos e contou com visitas de especialistas estrangeiros para assegurar a qualidade dos exemplares montados aqui.

A partir daí, fez-se um convênio com o sistema Fiesp-Senai para nacionalizar ainda este ano a produção integral do aparelho, a fim de que os custos caiam substancialmente. Hoje, o processo encontra-se na reta final e deve ser apresentado oficialmente no próximo Congresso Mundial de Oftalmologia, a ser realizado em São Paulo, em fevereiro de 2006.

Os convites para participar do evento custam R$ 500 por pessoa ou R$ 900 por casal e podem ser adquiridos no Unique São Paulo e no Unique Garden.  Outra opção é escolher uma mesa exclusiva com oito lugares por R$ 3.200. O cardápio do jantar será elaborado pelos Chefs Emmanuel Bassoleil e Michel Darqué. Ao final da noite, acontecerá um sorteio de itens oferecidos pelos patrocinadores do evento, sendo o primeiro confirmado pela Fiat, que doará um automóvel.

Mais informações no telefone (11) 4486.8709”

Recebi da Ana Davini — AD Comunicação & Marketing (11) 3862.8319 (www.adcomunicacao.com.br). E olha que nem a conheço. Ela não bateu à nossa porta, não tocou a campainha, mas tocou nosso coração.

Aceita sugestão, Ana? Ponham na máquina o nome de “Bruninha”, em homenagem à atriz Bruna Marquezini, o oásis da televisão brasileira. E a convidem, para iluminar a festa.

Pregado no poste: “Cada mensalão pago a ladrão dá pra comprar quase dez máquinas”

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