A família que sofre unida…

Gente do Céu! Vamos fazer alguma coisa para acudir e socorrer a alma da dona Cecília Camargo Penteado e do doutor Márcio Passos. Coitados! Que perigo! Vocês viram no jornal de domingo o relato angustiado deles? O repórter Fábio Gallacci até foi atrás das filhas do casal (gente fina, gente boa), para informá-las sobre o estado em que eles se encontram. Não é para menos. Eles vivem sobressaltados, tentando driblar o medo e inventar a sensação do “não medo”, como bem definiu o pai delas, que é terapeuta. Olhe, dona Cecília e seo Márcio, eu e a aquela santa que mora aqui em casa temos dois filhos, sabemos que não é fácil, e rezamos diariamente para não passar pelo que vocês passam todos os dias, vinte e quatro horas por dia. Deus nos livre!

E não foi fácil achar a Marina e a Marília (belos nomes). A Marina, ex-fotógrafa (sensibilidade à flor da pele) aqui no nosso Correio Popular, depois de estudar na Puccamp e se especializar em semiologia da imagem, na França, vive e trabalha em Bagdá, uh lá lá! É editora de fotografia da fabulosa agência noticiosa France Presse. Ela analisa mais de duas mil fotografias por dia, “sete dias por semana”, como contou ao Fábio, para escolher as cem mais de cada dia e mandar para jornais de toda a Terra. Vive num dos berços da civilização, da saga da Bíblia, entre os rios Tigre e Eufrates. Marina é bisneta de libaneses e campineiríssima de coração.

Por falar em coração, e coração de mães como dona Cecília não se engana, a Marília também brilha (rima rica!) na telinha. Acabou de fazer “Um só coração”. Enquanto a irmã se consagra atrás da câmera, ela conquista espaço diante das câmeras. Sucesso, Marília e Marina, já que as campineiras são predestinadas nas artes. A atriz vive no Rio de Janeiro, na “Cidade Maravilhosa” sob as bênçãos do Cristo Redentor, da Favela da Rocinha e da terra da Rosinha. (Nunca Rio e São Paulo estiveram tão iguais, já reparou Marília? As duas cidades vivem entre marginais e no meio da…).

Em compensação, Marina e Marília, seus pais sofrem os horrores por estar longe de vocês. E é essa situação calamitosa que preocupa. Enquanto uma vive no Iraque e outra perto da Rocinha, eles tentam sobreviver em Campinas! Eles não merecem tanta privação, tanta angústia, tanta desesperança, tanta humilhação, tanto medo. Será que dona Cecília e seo Márcio não conseguem fugir para o Rio de Janeiro ou Bagdá, meu Deus!?

Pregado no poste: “Campinas agüenta até a eleição? Mas adianta?”

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