Cana é cultura ou a cultura é de cana?

“Ai, Tatu, Tatuzinho… me abre a garrafa e me dá um pouquinho…” Tem gente que nunca viu um tatu “pessoalmente”, mas a Tatuzinho…

“Tá na hora de Jamel!”

“Caninha Três Fazendas, de Rio Claro para o paladar do Brasil”

“51, uma boa idéia!”

“Batida é com Cavalinho, o resto é pancada.” Essa é minha. Quando leu pela primeira vez, o saudoso Washington Luís de Andrade interrompeu a narração de Guarani X Juventus e não parava de rir. Seo Zito Palhares quase mata nóis.

“Você pensa que cachaça é água, cachaça não é água, não; Cachaça vem do alambique, e água vem do ribeirão; Pode me faltar tudo na vida: arroz, feijão e pão; Só não quero que me falte, a malvada da cachaça!”

“Co’a marvada pinga é que eu me atrapaio; Eu entro na venda e já dou meu taio; Pego no copo e dali num saio; Ali memo eu bebo, ali memo eu caio; Só pra carregá é que eu dou trabaio, oi lai…” Depois que a Inezita Barroso (como vai, mestra?) lançou essa moda, a pinga nunca mais saiu de moda…

“Se o Brasil criar juízo e se tornar potência mundial,
será a cachaça, não o uísque, a bebida do mundo”, dizia o jurista Sobral Pinto.

Conta outra saudosa figura, o Márcio Hilkner: “O bêbedo parecia morto. O corpo era posto na mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o extinto acordava. Assim, surgiu o velório.”. Deve ser aquela família que tinha em casa duas piscinas, uma pura e outra com limão.

E o Edmilson Siqueira ensina: “Para obter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar num tacho e levavam ao fogo. Não paravam de mexer até dar uma consistência cremosa. Um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, eles simplesmente pararam de trabalhar e o melado desandou! O que fazer? A saída foi guardar o melado longe das vistas do feitor. No dia seguinte, encontraram o melado azedo (fermentado). Misturaram esse melado com o novo e levaram os dois ao fogo. Resultado: o ‘azedo’ do melado antigo era álcool, que aos poucos foi evaporando. No teto do engenho, se formaram umas goteiras que pingavam constantemente. Era a cachaça já formada que pingava — por isso o nome ‘pinga’. Quando elas caíam nas costas dos escravos marcadas por chibatadas, ardia muito. Daí o nome: ‘aguardente’. E caía no rosto, escorrendo até a boca. Perceberam que a tal goteira era gostosa e dava ‘um barato’. Claro que passaram a repetir o processo constantemente, sendo precursores da indústria nacional da pinga”, como a Monjopina, a primeira produzida no Brasil, lá em 1756.

Pregado no poste: “Celular na cadeia: desleixo (ou cumplicidade) da autoridade?”

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