Vox Populi – 2

E assim os campineiros pensaram em 2006, segundo as pesquisas do Cosmo on line, que começamos a mostrar terça-feira:

A maioria não vota influenciada pelos programas eleitorais. Só faltava, né? Quase metade (51,5%) diz que o País tem muitos feriados. Campineiro não gosta de comprar pãozinho a peso; não sentirá saudade do alemão na Fórmula Um e é contra menores de 18 com piercing. A cidade gostou da reforma do Museu de Arte Contemporânea; considera a imprensa americana preconceituosa no caso do acidente com o avião Gol e condena as políticas sociais do governo Lulla para a infância. Acredite: a greve dos bancários não afetou a maior parte da população – será que estão sendo trocados de vez por cartões? Mas tanto assim?

Vinte por cento não pretendiam ir ao show do Chico. Em Ribeirão Preto, quando ele soube do preço do ingresso, disse que também não iria… 92,1% aprovam a ampliação da linha da maria-fumaça — e eu é que sou saudosista? Que coisa! 73,4% dos campineiros confiam no controle aéreo brasileiro. A maioria também acha justo abater capivaras para combater a febre maculosa. Para mais da metade, seo dr. Hélio não está melhorando Campinas em relação aos seus antecessores; 78,9 % passa o sinal vermelho a noite com medo da violência; 84,5 % não acham satisfatórios os teatros de Campinas (que teatro?), mas são contra construir um teatro municipal! E 84,3% não confiam na segurança dos parques de diversão (mas vão…)

Atenção, maconheiros ou não: 57% são a favor da descriminalização da erva. Mas vá entender: a maioria acha que usuário de droga deve ser tratado como criminoso… Volúveis, esses campineiros: dias depois, a maioria achou que os usuários devem ser tratados como doentes.

Justo em Campinas: metade é contra a legalização do casamento homossexual (então, é só fama?) Quem for contra que não se case com homossexual, bolas! Generosidade: 80,6% doariam os órgãos para transplante (bonito isso). Mas os campineiros defendem a construção da nossa bomba atômica. Ih! Campineiros dizem que estudantes não precisam de passe livre no transporte coletivo (só os idosos) e a cidade precisa é de mais vagas para motos no Centro. E nada de proibir o comércio de armas. A população é contra a eutanásia.

Dessa eu gostei: a cidade não quer TV pública para transmitir sessões da Câmara. (Será que a cidade quer uma Câmara como essa?). Boa! Na terra de Carlos Gomes, 72,1% querem ensino de música nas escolas municipais?

Pregado no poste: “Na TV Câmara, sai debaixo!”

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