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Os síndicos Roberto Zammataro, Armandinho Diniz, Geraldo Trinca e Cheda Name mandam avisar ao povo do gueto que a festa, o mundo espera, será a 12 de abril. São os 135 anos daquele templo que mais parece o Parthenon, de tão ‘bem’ cuidado que está pelas ‘otoridades’. Onde? Só se for no ginásio de esportes “Alberto ‘Professor’ Krum”, como dizia nosso inspetor de alunos Cardamone, prontamente corrigido pelo colega Biojone, aquele que falava em Latim com seo Benê, professor da primeira Flor do Lácio.

Por falar em Latim, a querida Fanny, filha da professora Zilda Rubinski, virá de Israel especialmente, como sempre faz. Vamos torcer para que a Soninha venha de Paris, para consagrar Villalobos no piano da dona Mariinha (cadê o piano da mestra maior?). É bom lembrar que o piano que o maestro Carlos Gomes usava na Itália, para compor, e sua mulher Angelina dava uma canja, está muito bem conservado no museu dedicado a ele no Centro de Ciências Letras e Artes.

Quem garante é o mestre José Alexandre dos Santos Ribeiro, uma das maiores autoridades na obra de Carlos Gomes. E acrescenta que, já muito doente, com câncer na língua, ele escreveu de Lecco para a egrégia Câmara Municipal de Campinas, pedindo que sua terra-natal o abrigasse até a morte – e que, enquanto ela não vinha, ele pudesse trabalhar em algo compatível com sua formação musical. Até hoje, os políticos não responderam ao apelo do compositor reverenciado em todo o mundo. (Tô falando…) Para o amigo Salvador Pinheiro, lamentou: “Em Campinas, não me querem nem para bilheteiro do teatro”. Vergonha. Mas quando ele faleceu, em Belém do Pará, que o recebeu e lhe deu o teatro para cuidar, Campinas correu para pedir o corpo e o piano. (Eu não viria… Nem morto.)

Nossa! Esta crônica era para falar da festa. Pois bem: graças a Deus, os síndicos também avisam que, como se trata de ano eleitoral, a vigilância profilática será redobrada para que o encontro não se transforme em palanque. A ausência de políticos, candidatos ou não, no cargo ou não, será despudorada e efusivamente bem-vinda.

Ganhei do ex-aluno Gustavo Osmar Mazzola uma lista com a relação de seus colegas que lá estudaram há meio século, entre 1954 e 1959. Se você quiser saber se está nela e lembrar-se de seus colegas, sairá na edição de amanhã.

Pregado no poste: “E as obras de reforma do colégio?”

 

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