Viva Piracicaba!

Em Campinas, despedaçaram até a morte um majestoso Alecrim que dava vida ao Largo da Catedral, com a desculpa de que ele atrapalhava a visão dos turistas (boa essa!). Foi trocado por um Jequitibá, mas nem este escapou da fúria de assassinos da natureza e acabou lago abatido, serrado e jogado aos pedaços num caminhão da Prefeitura. Ela mesma, cheia de culpas no cartório, porque deixou Seo Rosa morrer à sua porta, no nariz do prefeito d’antanho. Não aconteceu nadica de nada para ninguém. Nem investigação.

Eco-chatos e agitadores do tal de grinpice, num arroubo de coerência ideo-ecológica, nem se mexeram. Estranho silêncio, cínica omissão. Oremos.

Eles são assim. Aqui em Sertãozinho, a reserva, sua flora e sua fauna, do maior projeto de agricultura alternativa do mundo, vizinha a uma invasão de “trabalhadores” dito sem-terra, foi incendiada. Calcinaram anos de pesquisa científica, que ensina muito a empresa pública Embrapa em benefício da natureza e do povo. Aos tais defensores do verde só faltou aplaudir – talvez porque essa imensa recuperação da diversidade foi possível graças a uma usina de açúcar.

Até uma estação experimental do Estado, destinada à pesquisa de produção de proteína barata, foi invadida e destruída, com este inteligente argumento: “Nóis num qué ciência, nóis qué cumê”. Burros, destruíram uma investigação que levaria ao aumento da produtividade do alimento que, um dia, pode de faltar para as bocas dos filhos desses inúteis. Se querem comer, façam como as pessoas honestas: trabalhem. Se acham o governo injusto: derrubem-no, pelo voto.

Para refrigério de nossas almas, a brava “Gazeta de Piracicaba” noticiou na semana passada: “O corte de uma árvore, plantada há anos na calçada em frente à igreja São Luiz, custou ao monsenhor Orivaldo Casini multa de R$ 538,00, aplicada pela Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Sedema).”

Diga monsenhor: “Como fiz na Matriz, pensei em colocar algunss ipês em volta da praça. Não imaginei que tinha de solicitar algo assim”.

Ensine Gazeta: “A legislação é clara: cortar árvore de um local particular é permitido, se a espécie não for nativa; mas, àquelas que ficam num local público, mesmo comprometidas, precisam de autorização para ser retiradas.”

Pregado no poste: “Toda árvore vale mais do que quem a derruba”

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