Vacine seu cão

Seu cachorro é seu melhor amigo, mas se não cuidar, você conhecerá um amigo cachorro. Você já viu um animal desses enlouquecido? Pior: você já viu uma pessoa atacada de raiva? É pavoroso. Não tem cura. Desde a descoberta dessa sacrossanta vacina, nada mais foi conquistado pelo homem contra a raiva.

“E não é só cachorro, não! Basta ser mamífero”, avisa a Argenise Bulhões, a repórter Nice, sempre “numa nice”. Ela vêm de um lugar onde o povo idolatra cachorro, pelo menos um para cada três pessoas. Mas, pelo jeito, os cachorros não idolatram nem ladram – mordem. Lembro-me bem: pesquisa feita lá mostra que há mais casos de mordidas de cães do que homicídios, furtos, roubos, desastres de trânsito, desavenças pessoais e até porte ou tráfico de drogas. Será que na terra da Nice, o homem é o maior inimigo do cachorro? Ou o maior amigo das piranhas?

Passa um rio pela cidade e, certa vez, a Polícia Federal flagrou uma embarcação (grandona, ela) que também servia de bordel – um prostíbulo flutuante. Manchete do jornal do lugar: “Polícia apreende barco de piranhas”. Acometido por um ataque de riso, o apresentador do telejornal saiu do ar. E levou o jornal junto. (Claro, não se trata daquelas piranhas que o Ciro Porto e a Maraísa Ribeiro exibem, orgulhosos, no “Terra da Gente”. Em Campinas tem piranha, Ciro? Não dessas, daquelas…)

Falando sério, não deixe de vacinar seu cão, sua cadela! É um perigo e a vítima pode ser um bairro inteiro. Se a memória não manca, a última tentativa científica contra raiva em seres humanos tem quarto de século. O infectologista Ricardo Veronezi, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, operou o cérebro de uma garota, para inocular interferon (uma classe de glicoproteínas), mas infelizmente, não deu certo.

Por isso, não é porque passou o mês de agosto, que os cachorros loucos de acabaram. Mas se você quiser saber que cidade é essa, ligue para Nice; se você quiser saber o que é “glicoproteína”, procure um médico e se você quiser ver alguém louco da vida, ligue para um candidato derrotado – aproveite e descarregue: “Bem feito” Perdeu a boquinha!”

Pregado no poste: “Domingo é dia de rir dos perdedores e chorar os vencedores”

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