Um banho na Xuxa

Sei, não, mas se você não pôde nem teve tempo ou inspiração para comprar um presente do Dia da Criança para seu neto, filho, enteado, sobrinho, vizinho ou para muitas crianças de uma vez, que estão em orfanatos ou creches, elas vão ganhar agora.

Adivinhe o quê, finalmente, a indústria e o comércio tiveram a luminosa idéia de relançar. Vou dar uma dica. Cante comigo: “Nós somos os caçadores / e nada nos amedronta / Damos mil tiros por dia / Matamos feras sem conta…” Ecochatos à parte, foram esses caçadores que salvaram o Chapeuzinho Vermelho das garras do lobo mau, no placo da imaginação de nossas infâncias. Tem mais… “Quem quer se casar com a senhora baratinha…”; “Eu vou… / Eu vou… / Pra casa agora eu vou…”

A coleção “Disquinho”, criada em 1945 pelo insuperável Braguinha e parceiros, encantou milhões de cinquëntões de hoje e está de volta, agora em CD-ROM. Dá para ouvir na vitrola e ver no computador. Puts! Desde Braguinha, nada melhor na música para crianças. Chegaram os dez primeiros títulos – lembra?: A Bela Adormecida, Estória da Baratinha, A Bela e a Fera, Chapeuzinho Vermelho, A Cigarra e a Formiga, A Formiguinha e a Neve, João e Maria, O Macaco e a Velha, O Patinho Feio e O Soldadinho de Chumbo. As ilustrações são as mesmas que seduziram eu, tu, ele, nós, vós, eles! Um enorme salto de qualidade perto do lixo que inunda lojas de discos.

As músicas são interpretadas por Dalva de Oliveira, Carlos Galhardo e os Trovadores. Os arranjos são do maestro Radamés Gnatalli. E a narração do grande locutor Paulo Roberto, todos da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Viva a diferença! Ponha pra tocar e diga à criançada: “Isso é música!” Eles vão gostar. Como aquele garoto que ouviu a Orquestra Sinfônica de São Paulo e definiu: “Se Deus fez algo melhor do que essas músicas, Ele escondeu!”

Se o “Disquinho” for ouvido na vitrola, a meninada pode acompanhar a história pelo livrinho encartado. No computador, aparecem na tela imagens da aventura e sob elas, legendas com o texto falado e a letra das músicas.

No fim da história, li no trabalho do jornalista Mauro Dias, ainda há um jogo da memória (as peças mudam de lugar a cada vez que o jogo é aberto, para a criança não decorar a posição delas); uma brincadeira de trocar, com o mouse, a roupa dos personagens; ouvir as canções; montar um quebra-cabeça ou imprimir desenhos (seis de cada disco) em preto-e-branco, e colorir.

Não é um banho?

Pregado no poste: “No esconde-esconde, não deixe seu filho achar que você está fugindo dele”

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