Troca-troca

Terminou ontem o maior troca-troca da história da televisão brasileira. Gugu, digo, Leão, digo, Ronaldo, digo… E quando digo digo, digo Diogo e quando digo Diogo, digo digo. Assim, quando digo Regina, digo Helena e quando digo Helena, digo Regina.

Ela começou com Greg e preferiu Marcos, enquanto Greg começou com ela e acabou com Natália ou em Daniele, vulga Sandra? E Daniele ficou com Greg ou o porteiro Bolota? Edson casou com Ana Paula, fez um 21, passou por Gabriela e terminou na outra Helena, vulga Márcia. Larinha começou com Tidão, passou pela Gabriela, que terminou em Tidão, vulgo Tarcisão. E a Ana, que passou pelo Mr. Raia, foi dar em Léo, que começou com a Fernanda e chegou à Regiane. Ou vice-versa.

Você pensa que parou? Não. Vou contar o que se passou: o Thiago começou com Daniele, passou por Cristine e encerrou com Telminha, que começou com Dorival e quase foi garfada pelo filho da Luíse. A Sílvia partiu do Eliseu e foi direto para o filho da Luíse, que começou e acabou no advogado, sem escala. O Bira fez escala em Natália antes de chegar à psicanalista. A Natália só passava d’um p’outro e d’outro p’um a trama toda.

A Marjorie veio sem ninguém e só parou no primo. Mas o Miroel agüentou a Evelyn até esbarrar na Márcia e voltar à Evelyn. Paulo C. Grande saiu da racista Angélica e ficou na Elisa Lucinda, Selma para os íntimos. O filho da malvada que desbancou a Fernandona estava sem ninguém e achou a Leandra, que estava com um barbudo, que terminou na filha da Márcia. E o Caruso passou seis meses para trocar a malvada pela Renata, que havia passado pelo bandidão.

Falta pouco: o retratista começou com a primeira retratada, mas se revelou com a primeira retratista, depois de um tempão sem ter o que trocar.

Só a vovó Thimberg, o pianista, sua namorada, a Botafogo, a filha do Raul Cortez, o jardineiro, seu filho, a filha do Eliseu, o caseiro e sua mulher mais a criançada entraram nessa estória sem figurinha para trocar. Bem que uma lá quis passar pelo marido da filha do Raul, mas não conseguiu.

E assim, desfilaram por barracos e mansões, botecos e armoriais, bocas do luxo e do lixo, cinco estrelas e muquifos do Brasil dezenas de atores, atrozes, atrizes e modelos-atrizes por um triz atrás de uma história.

Pregado no poste: Quem te viu, quem tevê, Maneco!”

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