Tirou ou não tirou?

Mas não vão provar nunca. E se alguém disser que viu, arranjará encrenca para o resto da vida.

É como a história (ou lenda) que contam do chefe de governo daquele país pequeno, separado pelos pólos. Já sabe qual é? Espalham, há anos, que ele tem um filho com uma jornaleira. Só que ninguém assume nem confirma, e atazanam jornalistas do pequeno país, exigindo que o caso seja noticiado. Quem prova que o tal chefe e a jornaleira têm um filho? Ninguém. Alguém reclamou a paternidade? Não. Ela acusa o pai? Não. O pai diz que o filho é ou não é dele? Não. Só cabe a ela, ele ou ao filho exigir exame de DNA. Algum deles pediu? Não. Portanto, quem prova? Enquanto isso, no Brasil, o Lula, depois que a casa caiu, assumiu, e o Pelé, nem com a casa no chão, queria assumir. Mas assumiu e sumiu.

Mas um caso engraçadíssimo acaba de acontecer aqui perto. Lá não se fala em outro assunto. Todos dizem que aconteceu, mas ninguém confirma. Certo, mesmo, é que o prefeito até renunciou, depois que, todos dizem, mas não provam, ele baixou as calças para mostrar que ainda “dá no couro” aos vinte homens que caçoavam dele no bar do Bianque. Atrás do balcão, Bianque faz suspense: “Eu sei que aconteceu, mas não vi. Foi lá fora…”

Auriflama já está de prefeito novo há 25 dias e tudo o que seus habitantes querem, agora, é esquecer a indignação que tomou conta da terra quando tudo, dizem, aconteceu, mas já virou piada para a história.

No dia seguinte pela manhã, Pedro Matarésio (PMDB) dormia e não queria falar com ninguém sobre o gesto que, acham, lhe valeu o mandato. Logo depois, levantou-se e viajou, “para um velório em Guzolândia”, como repetia a empregada da casa aos que o procuravam.

(Oficialmente, ele deixou o cargo para sempre, “por motivo de saúde”, mas às duas da tarde do domingo em que ocorreu, ou não, a tão falada “exibição”, seus inimigos políticos ameaçaram cassá-lo, por falta de decoro. Tanto que a Câmara chegou a marcar uma reunião onde seria discutida a instalação de uma CEI, para apurar se os fatos se deram ou não, lembra o diretor da Casa, José Aparecido Hadad. Mais: o promotor Maurício Carlos Fagnani Zuanaze até pediu abertura de inquérito policial para investigar o que aconteceu no bar e descobrir exatamente quem tirou as calças, se é que alguém tirou, mesmo. Se alguém fez isso, será enquadrado no Artigo 233 do Código Penal, “que dá de três meses a um ano de detenção”, avisa o representante do Ministério Público local.).

No Brasil é assim: se ficar pelado em público e não for preso, nem vinte testemunhas provam que viram.

Pregado no poste: “Pelo menos isso (ainda) não aconteceu aqui”

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