Sonhar é negócio

Mas fizeram uma pesquisa nos Estados Unidos – eles não fazem outra coisa lá? – para saber quem são os l01 homens que jamais viveram e mais influíram na vida dos americanos. O resultado não poderia ser mais pobre no país mais rico do mundo: deu o cow-boy dos cigarros Marlboro. Quem votou na toupeira reconheceu: “Ele me levou a fumar…” E falam dos portugueses!

Na santa terrinha, pelo menos, o anúncio do cigarro aumentou as vendas de cavalos. Inteligentes esses gajos (Um dia, eu conto aqui como um grupo de meia dúzia de marinheiros lusitanos tomou à força um transatlântico perto do Caribe e conseguiu “escondê-lo” da Frota Americana da OTAN, até aportar no Brasil!). Orgulhemo-nos dos nossos descobridores!

Outros menos votados são mais, digamos, inteligentes: o ‘Grande Irmão’, de George Orwell; o Rei Arthur da Távola Redonda; Hamlet, de Shakespeare, e até o Papai Noel, o de vermelho, como inventou a Coca-Cola (Como seria um Papai Noel inspirado na Tubaína? Ou pela Gengibirra (boa pra arrotar!), sodinha da Vanucci…?

Outros: a infalível boneca Barbie (‘infalível’, não ‘inflável’), Alan Bates (“assassino” de ‘Psicose’), Drácula, James Bond, HAL (ou ‘IBM’), o computador de ’2001, uma Odisséia no Espaço’, o dr. Spock, de ‘Jornada nas Estrelas’. Ah! Seo Madruga ganhou do Chaves – porque levou muita gente a emagrecer. Sério!

E você? Que figura da ficção mais influiu sua vida? A minha, sem dúvida, todos os personagens de Monteiro Lobato – mas não há Disney, Hanna & Barbera, Grikmm nem Andersen que fascinem mais. A diferença é que nós, latinos, não sabemos transformar sonhos em negócio – no que os americanos são mestres. Mal-e-má, Maurício de Souza e Ziraldo conseguem, heroicamente, exibir aqui e ali a boa turma da Mônica, o Pererê e o Menino Maluquinho.

Tivéssemos essa vocação e talento de fazer negócio dos sonhos, além da turma do Lobato, estariam no imaginário do mundo, desde criança, nas telinhas e telonas, Curupira (protetor das florestas), Saci Pererê, a Cuca, Boi-Tatá e seus olhos de fogo, Matinta-Perera pássaro e gente, Jericoacoara a princesa encantada, Iara mãe-d’água e seu canto mágico, o melancólico Negrinho do Pastoreio…

Nosso herói mais falado é Macunaíma, talvez por ser conhecido (ou admirado?) pelo mau caráter. Alguns dessa estirpe até se elegem, outros e outras chegam de carona aonde jamais deveriam chegar. Alguém falou na mula-sem-cabeça aí?

Pregado no poste: “Ela perdeu, graças a Deus!”

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