Somos!

Alberto Santos Dumont estudou no Colégio “Culto à Ciência” e daqui foi para Paris, com um dote que hoje equivale a US$ 3,5 milhões, dado pelo pai Henrique. Lá, inventou o avião. Não fosse o ‘Culto à Ciência’, o mundo ainda estaria viajando de navio…

Júlio de Mesquita, campineiro como nós, jornalista como poucos, também aluno daquele templo, fez do Estadão um dos melhores jornais do mundo. Não fosse essa escola campineira, não teríamos o Estadão nem o avião.

Logo, o mundo deixará de cavoucar a terra atrás de diamantes, o mais precioso dos minérios. O cientista Victor Baranauskas, da Unicamp, descobriu como fazer diamantes a partir do álcool de cana. E a população de Campinas, num concurso do ‘Correio Popular’, até batizou o primeiro: “Diana”. Dizem que os diamantes são eternos; eternos são os diamantes de álcool, que é renovável, enquanto o minério, um dia, acabará.

Padre Landell, vigário da Igreja de Nossa Senhora das Dores, inventou em Campinas o rádio e o princípio da telefonia celular. Para os colonizados, que só crêem no que é confirmado pela matriz dos Bush, a patente é dele, concedida em Nova York. O rádio e o princípio da telefonia celular, invenções campineiras.

O céu em Viracopos é tão limpo que o aeroporto pode ser visto da lua…

Por este céu, Campinas foi a primeira cidade brasileira capaz de receber o Concorde, primeiro supersônico comercial.

A riqueza do interior do estado mais rico do Brasil passou de trem por Campinas, berço da Mogiana e da Paulista.

Há quem conteste, mas na exposição do bicentenário da independência dos EUA, em 1976, promovida pela Casa Branca no Parque do Ibirapuera, um enorme estande, dedicado ao campineiro Carlos Gomes. Eu, jornalista campineiro, foi informado pela americana que me recepcionava, que era a gratidão pela composição do Hino ao Centenário da Independência, de autoria do nosso maestro maior. “Campinas teve no seu berço esplêndido a figura imortal do maestro Carlos Gomes, preenchendo tudo o que uma cidade e um povo precisam ter”, escreveu sobre ele Santos Dumont.

Quando o Guarani tinha time de futebol, chegou a ser campeão brasileiro; e a Ponte Preta, vice-mais velho clube de futebol do Brasil, tem o título inédito no interior de tetra vice-campeão paulista”

Dom Agnelo Rossi, campineiro, “Papa Vermelho” por sua condição de prefeito da Sagrada Congregação para Evangelização dos Povos, garantia: “Campinas é a cidade que mais bispos deu ao Brasil”.

Não inventamos a arte nem a beleza, mas são nossas obras de arte Soninha Rubinsky, Chico Biojone, Ana Maria Badaró, Maria Monteiro, Bernardo Caro, Ariclê Perez, Maitê e Margot Proença, Amadeu Tilli, Celly Campelo, Marília Gabriela, Carminha Ramasco, Mariinha Motta Aguiar, Renata Ceribelli, Carlos Zara, Mariazinha Bocaletti, Lídia Brondi, Sandy Leah, Cláudia Raia, Valéria Monteiro, Teresinha Ferrão, Aldo Cardarelli, Vado de Souza, Benito Juarez, Patrícia Maldonado, Regina Duarte…

Por falar nela… Naturalmente, a Rede Globo escolheu duas estrelas para anunciar a abertura da celebração de seus quarenta anos. As duas estrelas, campineiras: Fausto Silva e Regina Duarte. Antes de ela entrar no palco do “Domingão”, ele exclamou: “A melhor aluna do Colégio Culto à Ciência!”.

O relógio de sol que estava no parque do Viaduto Miguel Vicente Cury e foi parar no Largo do Café, não é o maior da América do Sul. Seu criador, o fantástico engenheiro ferroviário campineiro Renato Costallat, avisa: “Foi atestado que ele é o maior do mundo em suas características inéditas de mostrador, tamanho e precisão, segundo o francês René Verseau, da Societé Astronomique de France, em passagem pelo Brasil em 27/06/1987, na missão especial de cadastrar todos os quadrantes solares existentes no planeta.”.

Vasculhando porões do Museu do Louvre, descubro a origem de nosso lendário orgulho: 14 de julho de 1789. Paris, em festa, celebra os 15 anos da fundação de Campinas. Em delírio, franceses derrubam a Bastilha, em nossa homenagem! Daí…

Pregado no poste: “Somos! E quem não quer ser campineiro?”

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