Somos assim – 2

 

Desculpe-me, mas não me pergunte quando saiu o “Somos assim-1”. Não me lembro nem arquivo nada. Faz tempo, desde quando o Clodovil chamou mulheres de vulgares (ele estava ao lado de uma deputada, assim como o Pelé disse que brasileiro não sabe votar, ao sair da Câmara…)

Aqui vai o resultado das últimas consultas à população feitas pelo portal do Cosmo. Ela dá um flagrante na opinião pública de Campinas, mostra o que o campineiro pensa ultimamente sobre os mais diversos assuntos. Vamos nós:

Acidade compraria um filhote de pitebul por R$ 100,00 (só se for pra matar, né?). Campineiros não confiam em produtos fabricados na China (mas confia em carro italiano feito por mineiro). Aqui os bóias-frias teriam direito a seguro desemprego, mesmo com tanta cana para colher, ainda sem máquina. Peruas e ônibus devem ter pontos separados (“assim como peruas e galinhas devem fazer ponto em poleiros separados”, suplicam galos e perus.)

O povo aposta que dará certo esse negócio de abrir o comércio do centro aos domingos. E acha que a Prefeitura acertou ao blindar o saguão do Jequitibás. Gente fora do paço e cães foros dos shoppings… Já pode levar pra casa, porque adúlteros e adúlteras não devem pagar multa para a companheira nem para o companheiro. Campinas não gostou do final da novela Paraíso Tropical. Mas aprovou a concessão de refúgio aos esportistas cubanos Rafael da Costa Capote e Michel Fernandez Garcia, que aproveitaram o Pan, para fugir do inferno. Por outro lado, não devemos receber os refugiados palestinos (e os palestrinos?).

O Estado não causou danos morais a Suzane Von Richtofen. (Só faltava. Ela roubou a vida do pai e da mãe e ainda quer roubar o povo? Vai te catar no xilindró!). “O ano em que seus pais saíram de férias” não tem chances de ganhar o Oscar de melhor filme estrangeiro. Campineiros não querem a privatização da Dom Pedro nem do Anel Viário Magalhães Teixeira.

Corintiano sofre… A Justiça Desportiva deve cassar o título de campeão nacional do Corinthians de 2005. Todos são iguais perante a lei, menos os motociclistas: a cidade é contra cobrar pedágio deles. Obesos têm direito a cadeiras especiais em casas de diversão, segundo Campinas. Para os campineiros,l o poder público não conseguiu controlar o PCC (não conseguiu ou não interessa conseguir?).

A cidade ainda é lúcida: quer a reabertura do inquérito do assassinato do seo Toninho. (É só investigar quem se saiu bem política e economicamente com a morte dele, uai…)

Pregado no poste: “Suzane pensa que os pais saíram de férias?”

 

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