‘Só pra você!’

Restaurante é lugar especial para acontecer história confusão. É como boteco, só que em outro nível. Já reparou?
Em livro, cinema e novela, o autor adora escolher um como cenário do flagra na mulher do próximo, no próximo do marido ou no marido da próxima. Mais manjado do que ouvir conversa atrás da porta, na extensão ou embaixo da cama…

No badalado Mirante, em Piracicaba, a atriz francesa Claudine Auger celebrava a inauguração de um cinema. De repente, um casal que nem estava no filme terminou a discussão com o vestido dela coberto de molho tártaro e ele gritando, porque a macarronada quente foi atirada em seu colo.

Numa churrascaria de Campinas, em pleno Dia das Mães de 1977, por conta de erro na conta, o espeteiro espetou e matou um freguês: ‘touché!”. Foi ali, também, que uma jovem voltou do toalete e, acariciando com toda a sensualidade e excitação o rosto do garçom, pediu para falar com o dono. E o diálogo foi esclarecedor:

— Mas o dono não está! O que você quer com ele?

— Dizer que o banheiro está sem papel higiênico…

Num arraial perto daqui, o ‘espetáculo’ daria um bom curta-metragem. O grito dela quebrou o silêncio e cortou a música-ambiente:

— Mas você deu quatro mil reais para uma prostituta!!??

Levantou e saiu, batendo o salto no chão. No caminho, a indignada senhorinha ainda buscou cumplicidade com a menina que passava a escovinha na mesa:

— Você acha certo um homem dar R$ 4 mil para uma prostituta?

(Juro ela falou prostituta, jamais usou o apelido!)

Esta aconteceu numa boate que hoje trocou o programa de namorados por namorados de programa. Os pombinhos, prestes a se casar, resolveram se despedir da vida de solteiro ali, a dois. O noivo entrou na frente e foi saudado pela cantora:

— Gerinha!!! Que saudade!!!

A companheira segurou para não perder os dentes, de tanta raiva. Quando eles estavam no balcão, a cantora se declarou no palco:

— Gerinha, está é só para você!!!

A noiva saltou do banquinho e com a ponta do salto agulha, pisou fundo no pé do Gerinha. Furou o sapato e quase cortou-lhe o dedão.

Estão casados até hoje, mas, na dúvida, jamais voltaram a uma boate.

No macrobiótico da Francisco Glicério (ainda existe?), o cinqüentão almoçava com a namorada nova, quando uma setentona, amiga da família dele, exclamou e todos ouviram:

— É! Pra agüentar esses brotinhos, só com macrobiótica, né?

Pregado no poste: “Puts! Como lula estragada fede!”

 

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