Sim ou não?

 

YR CASTRO

 

É hoje. Na falta do que fazer, o governo inventa um referendo cujo resultado, seja qual for, não vai mudar nada. Se der não, fica como está; se der sim, o governo ganha alguma estabilidade com a população incapaz de reagir de forma, digamos, mais radical, caso se confirmem as intenções de Lulla e sua turma se perpetuarem no poder, tirando nossas liberdades, como o bufo de Caracas e o Pinochet de Cuba. Caracoles!

Já não se trata de dizer ‘Sim’ ou ‘adeus às armas’. É ‘não’ para esse deputado que quer nos enganar com a bravata de que Celso Daniel e Toninho foram assassinados por bandidos comuns. Depois do Celso, mataram mais sete e ele continua a arenga: “Foi crime comum!” Quer enganar quem, ó Lucrécio? A última vez que você e sua turma enganaram parte do Brasil foi há exatamente três anos. E nunca mais!

É ‘não’ para qualquer tentativa de dona Izalene e seus amigos voltarem ao poder em Campinas ou onde quer que seja. É ‘não’ para os que comandam o futebol brasileiro, última alegria do povo, roubada no apito.

É ‘não’ para a impunidade dos políticos que nos roubam, que aumentam seus próprios salários, contratam parentes, afilhados, amantes e bofes. É ‘não’ para o horário político, Hora do Brasil, emissoras de rádio e de televisão nas mãos sujas de políticos, falsos religiosos e profetas do passado.

É ‘não’ para as brechas nas leis que garantem liberdade aos bandidos impunes, de colarinho branco ou de botinas amarelas. É ‘não’ para o salário pago aos professores, médicos, cientistas e servidores aprovados em concursos honestos, enquanto afilhados do Poder ganham o que não merecem para fazer com o povo o que ninguém merece.

Que bom se hoje, em vez de ‘1’ e ‘2’, ‘sim’ e ‘não’, aquela maquininha nos desse o direito de escrever o que e quem merece ‘não’ e ‘sim’ no Brasil! Que bom se perguntas sérias pudessem ser respondias simplesmente com um ‘sim’ ou ‘não’. Como acham isso possível, então, respondam:

  1. Elle continua bebendo?
  2. Elle continua viajando?
  3. Elles continuam roubando?
  4. Filhos delles continuam aprontado?
  5. Milionários continuam bancando?

Viram como não dá? Sim ou não?

Pregado no poste: “Só mais ou menos”

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