Senha

Sábado que vem, a esta hora, a Fonte São Paulo arderá de paixão. Até Deus estará lá, para celebrar com ex-alunos os 135 anos do Colégio Culto à Ciência. Gostava tanto daquela escola que, por mim, ficaria estudando nela a vida inteira. Como sonhou uma turma do terceiro colegial da década de 50: eles se deram conta que era o último ano feliz da vida de cada um e decidiram “se reprovar” coletivamente. Até que os professores perceberam o ardil. Era tarde.

Batia o sinal anunciando o fim da última aula e ninguém ia embora pra casa. Já imaginou, você revendo sua primeira namorada, no próximo sábado? Seu primeiro professor? Ou aquela professora por quem você até se apaixonou?

Senhores organizadores, não se esqueçam de não convidar os políticos. Nossa escola agoniza por culpa deles.

Olha, vinha gente de todo lado. Dos bairros, das cidades próximas – chegavam a pé, de bonde, de ônibus e muitos, de trem. Havia trens. E havia os que desembarcavam dos carros dos papais, na entrada da Hércules Florence, pelo ginásio de esportes, ou na da Rua Culto à Ciência. Garotos, e garotas, sim!, mais ousadas, de papais mais liberais, chegavam dirigindo, só para se exibir. Lá dentro, ficavam iguais a todos. E eram. E sábado, continuaremos.

Quem chegou magro ao colégio saiu magro e quem chegou gordo saiu gordo Faustão era o rei do quindim e a Regina Duarte, da Coca-Cola. Seo Alo, nosso nutricionista.

O que você leu até aqui são retalhos de textos rememorados. Agora, para entrar na festa hoje, vamos ver se você viveu a fundo a magia do colégio. Responda, se for capaz:

De que professores e professoras, inspetores e inspetoras de alunos eram estes apelidos. Vale até diretor:

  1. Pirulito
  2. Florzinha
  3. Cheira-céu
  4. Mochinho
  5. Boiadeiro
  6. Pisca-pisca (professora)
  7. X-15
  8. Deneuve
  9. Porta-mala
  10. Bonjour (a mais fácil)
  11. Escrava Loira
  12. Popof (o mais fácil)
  13. Onça (deixe ela saber…)
  14. Estripador (injustiça)
  15. Avestruz
  16. Campos Santos
  17. Chicãosaedro
  18. Maria Cobra
  19. Maria Sinaleiro
  20. Dona Poliflor

Pregado no poste: “O sonho não acabou”

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