Sem ela…

O presidente do Brasil era Nilo Peçanha. O governador de São Paulo, presidente do Estado, como se dizia, Albuquerque Lins. E o prefeito de Campinas, então chamado de intendente, Heitor Penteado, o mesmo que dá nome à estrada para o arraial de Souzas.

Foi lançada a pedra fundamental da Maternidade de Campinas, ali perto de onde está a Rodoviária, no Botafogo. Sabe quem nasceu lá? Eu, você, você, a senhora, o senhor… Boa parte da nossa gente.

Ruy Barbosa fez sua famosa visita à Escola Complementar e escreveu um artigo enaltecendo a cidade e suas andorinhas. Hoje, ele ia enaltecer o quê? O Alecrim, que já existia na frente da Catedral? Seo Rosa, o jequitibá que estava lá havia 300 anos? O monumento-túmulo a Carlos Gomes? Se você perguntar a quem passa na frente do monumento “De quem é essa estátua?”, alguém vai dizer: “Tarcísio Meira? Mauro Mendonça?”. Um ano antes, Ruy também esteve por aqui, em sua “Campanha Civilista”, para presidente da República – perdeu para o marechal Hermes da Fonseca.

Era inaugurado o Colégio Cesário Mota e o Ministério da Guerra autorizava o funcionamento de uma “linha de tiro” em Campinas, o glorioso  Tiro de Guerra 176.

Olha que coincidência! Dom Francisco de Campos Barreto foi sagrado bispo de Pelotas, e depois, bispo de Campinas…

Morria o jornalista Henrique de Barcelos, fundador do “Diário de Campinas”, em 1875, e do “Comércio de Campinas”, em 1900.

A cidade ganhava mais um cinema, o Cine Radium, nada a ver com o Cine Rádio, que durante décadas abrigou também a Rádio Educadora, ali na Regente Feijó. Depois virou Cine Brasília e hoje, a bilheteria saiu da porta e foi parar lá dentro. Vende “ingressos para o Céu”.

Assim era Campinas naquele 1911, quando nasceu o Guarani Futebol Clube, para fazer companhia à Ponte Preta. Hoje, um não vive sem outro. Afinal que graça tem ser bugrino se não existir a Ponte Preta? Os 90 anos deveriam ser celebrados hoje, mas preferiram registrar a ata de fundação no dia 2 de abril, para não parecer mentira. Há bugrinos que querem ver a Macaca extinta e vice-versa. Mas não é uma graça ser bugrino, principalmente nos últimos 14 anos? Parabéns, Bugre!

Pregado no poste: “Todo time tem hino, o Guarani tem ópera!”

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