Se não for muito…

Papai Noel, o senhor teria coragem de dar um CD da Daniela Mercury  e uma caixa de camisinhas para o Papa? Todas embrulhadas para presente e um cartão: “Se o senhor é contra, não use, uai!” Para o Lulla, um exemplar (ilustrado, porque ele gosta mais de ver figuras) de “Ali Babá e os 40 ladrões”. (Por favor, explique a ele que Ali Babá são a mesma pessoa e que não se trata daquele centro-avante do Guarani que arrasou o Santos há mais de 40 anos).

Para os nobilíssimos edis da nossa egrégia, uma sugestão para arborizar a cidade com rapidez: agora, a Prefeitura só concederá habite-se às construções que tiverem uma árvore plantada na frente. E casse-se a licença se a árvore não for cuidada pelo dono do imóvel. (Assim, Papai Noel, quando o senhor vier a Campinas, poderá amarrar o trenó onde quiser.) E por falar em árvore, diga ao prefeito que se ele não plantar logo o Alecrim no largo da Catedral, vamos contar pra todo mundo que quem manda na cidade é o bispo.

Ah, meu bom velhinho, tenho aqui este bilhete do brilhante doutor Gustavo Murgel, para o senhor entregar lá na Unicamp – sobre um presente para todos os campineiros. Diz assim: “O fotógrafo V-8 deixou acervo fotográfico de valor inestimável, fotos que marcam a cidade antiga, hoje em mãos da Unicamp, e que poderiam ser gravadas em CD e vendidas aos interessados, com renda para entidades filantrópicas.” Que presentão! Já sou o primeiro da fila para comprar. O Geraldo e a Regina Trinca, chegando juntos.

Papai Noel, peça que as escolas particulares só aumentem suas mensalidades, se cada uma “adotar” um grupo de escolas públicas para doar material escolar e livros didáticos aos alunos carentes. É o primeiro passo para ajudar a diminuir o desnível. O segundo é obrigar filhos de políticos e de autoridades a só estudar em escolas que eles proporcionam à população. Ao mesmo tempo, autoridades, políticos e seus dependentes só poderão ser atendidos em prontos-socorros e hospitais públicos.

Nossa! Só isso, e a cidade estará outra no próximo Natal.

Pregado no poste: “Se não for pedir muito, um time para o Guarani”

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