Sabe quem? Sabe quem?

Não, não é a “Moça do Karmann Ghia Vermelho”, do saudoso Hélio Ribeiro. Mas é uma moça condenada a ficar moça, tanto que foi encarcerada pelo namorado ciumento até o casamento, nas Campinas dos anos 50s. Gente da alta, com atitudes da baixa, como veremos.

A história misteriosa está numa obra imperdível do Alex Nucci, que só hoje, quase uma década depois de lançada, me chega às mãos. Nunca esperei tanto por um livro, que, sinceramente, não pode ficar na cabeceira nem na prateleira. Para esta preciosidade, o melhor lugar é um porta-jóias. Chama-se “50 anos de Sociedade Campineira 1951 – 2000”. Centenas de fotos e histórias de campineiros e afins de anteontem, ontem e hoje.

Belo livro, revisto por nosso mestre José Alexandre dos Santos Ribeiro e ilustrado por grandes companheiros da arte de fotografar: Waldemar Padovani, Sudan Legendre, Celso Affonso, Neldo Cantanti, Gilberto De Biasi, Carlão Pinto de Souza, Chico Queiroz, João Balan e seu cachimbo, Toninho Perri…

Mas vamos ao mistério, muito bem narrado pelo Alex:

“Outro evento que pode ser considerado trágico, dependendo do ângulo pelo qual se olhe, foi o namoro entre duas pessoas da sociedade (ela era neta de barões; ele, médico). Vou manter sigilo a respeito de nomes porque foi o fato em si que marcou aqueles que os conheceram e não as pessoas propriamente ditas.

O rapaz apaixonou-se pela moça que, segundo dizem, era simplesmente maravilhosa, e a proibiu de sair de casa e até de atender ao telefone. Esta ‘prisão’ durou nove anos.

Havia uma janela pela qual ela podia comunicar-se com seu primo, que era vizinho, e eles passavam muitas tardes jogando baralho para que ela pudesse se distrair. Suas roupas eram feitas sob medida e a costureira ia à sua casa para tirar as medidas e fazer os vestidos.

Este casal de namorados chegou a casar-se e, quando ela ficou viúva, tinha cerca de 45 anos. Logo em seguida, começou a namorar um rapaz muito mais novo do que ela (devia ter uns 22 anos, muito bonito por sinal) e chegou a viver com ele como casados. Foi feliz por bastante tempo. Separaram-se mais tarde.” .

Quem souber de algo que revele esse matrimônio, cale-se agora ou fale só pra mim…

Pregado no poste: “Sabe quem é a Paquita do Planalto?”

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