Réquiem para o Centro-3

O senhor Ayres Pereira Filho é campineiro há pouquinho tempo mais do que o Guilherme Nucci e eu. Por isso, o que para ele é memória, para nós é “vaga lembrança”. Para encerrar bem esse passeio, vamos com ele:

Campinas dos Correios e Telégrafos, ainda na esquina da Campos Salles com José Paulino, antes da sede na Glicério. Da CPFL, recebendo contas de luz na Barão de Jaguara com Bernardino de Campos. Na mesma Barão, os cartórios, o Taco de Ouro e o Clube Semanal de Cultura Artística, tudo entre General Osório e Thomaz Alves. Da Sorveteria Sônia; Bar Colúmbia; Modas e Confecções Ibe; Camisaria Amin; loja Singer; Casa Queiroz; Di Lácio; Café Predileto; Banco do Brasil, já na frente da Rua  César  Bierrenbach.

Descendo a César, Chapelaria Cury, depois Casa Delgado, que rivalizava com as Casas Smanio e Gaúcha (estas duas na Treze de Maio, exibindo selas para montaria de cavalo). Depois, o Diário do Povo, Cine São Carlos, Adega Dom Camilo, Padaria São Carlos, Sorveteria Capelli e  Armazém  Katayama.

No início dos anos 50, o ator canadense Glenn Ford, hoje com 85  anos, agitou o centro da cidade quando esteve hospedado no Hotel Términus, para rodar um filme nunca concluído. Ainda existia a Igreja do Rosário, com o abrigo de bonde, charutaria e café.

Campinas da Sapataria Smart (calçados Scatamachia) e da Casa Braz  Pierro. Na Rua Costa Aguiar, despontavam a Niqueladora Catedral e a Casa Dom Nery, especializada no comércio de imagens religiosas. Subindo, na esquina, Casa Maia, grande empório, precursor dos supermercados. No meio dessa quadra, defronte ao largo do Teatro, o Restaurante Marreco. O Pé de Porco, outro restaurante, ficava na Campos Salles, um pouco acima da Marmoraria Coluccini, que ocupava toda a extensão da Rua Ernesto  Kuhlmann, até a General Osório (hoje, espaço ocupado pela matriz do Banco Real).

Voltando ao Largo do Teatro e à Costa Aguiar, a Casa Regente, vinda da própria Regente Feijó, deixando aquele espaço para a Casa do Linho Puro. Na mesma Costa Aguiar, a Sears Roebuck, vinda do Largo do Rosário. E na Treze de Maio, Sapataria Portuguesa, Camisaria Modelo, Casas Montemurro, Enxoval e Tomé. As linhas regulares de ônibus, que ora fazem 50 anos, começaram com as empresas Lyra (da Caprioli), Bonavita e, a maior delas, Sorocabanos, que, tempos depois, foi  absorvida pela C.C.T.C., do ilustre César Contessotto.

Pregado no poste: “Camelô sonega, mas dá voto”

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