Quem é o senhor?

Não me lembrava mais da carismática Adalgisa Néri, nascida carioca há 102 anos, Adalgisa Maria Feliciana Cancela Ferreira. E sempre pensei que o Barata Ribeiro fosse o pai do Agildo Ribeiro, de nome Astrogildo Barata Ribeiro, um dos fundadores do Partido Comunista Brasileiro, em 1922. Campos Salles até minha avó sabia.

Aproveito para agradecer a oportunidade que o nosso ‘Correio Escola’ me deu para aprender com a meninada da “Escola Estadual Jornalista Cecília Godoy Camargo” (querida Cecilinha) quem foi, mesmo, a Adalgisa. (Cá entre nós, Renata, Cíntia, Suéle e Samara: essa grande mulher que dá nome à escola de vocês me empurrou para o jornalismo. Aqui estou até hoje…). Elas contam que a bela Adalgisa é nome de rua feia no DIC 1.

O Cândido Barata Ribeiro, da Marina Therezo Porrelli, aluno do Instituto Educacional Imaculada, foi médico, nasceu baiano em 1843, viveu em Campinas e fundou uma escola para crianças pobres, dirigiu o serviço médico e cirúrgico de um hospital de caridade e combateu a escravidão. Homem de valor. Batiza a rua que começa na Dona Libânia e termina na Barão de Itapura.

A Talita Helena (belo nome!), do Instituto Educacional “Raphael de Santo”, cuidou do Campos Salles, sem esconder a vaia que levou ao deixar a Presidência da República.

Meninas, graças a vocês, sinto que paguei um mico (é assim que se fala?). Durante anos e anos, morei numa rua chamada Professor Luís Rosa. Ela começa na Rua Jorge Miranda, passa pela Júlio Frank, cruza a Delfino Cintra e termina num grande largo. Nela ficavam os fundos da “Fábrica de Tecidos Elásticos Godoy & Walbert” (com frente para a Rua José Paulino e eu morava bem atrás, no nº 291).

Que vergonha! Nunca me importei em pesquisar quem foi esse ilustre professor (não fosse professor, não seria ilustre). Quantas vezes escrevi o nome dele ao dar meu endereço! Justo eu, que admiro tanto a história de Campinas, descubro que dei essa mancada e recebo da meninada uma bela lição de cidadania – aquela cidadania que se deve começar a cultivar pela cidade.

Agora, tanto tempo longe de você, Campinas, não há como descobrir quem foi o professor da rua da minha primeira morada. Ei garotas! Será que vocês podem me ajudar? Vocês imaginam como vou ficar feliz? Prometo publicar aqui a pesquisa da autora, constrangidamente agradecido.

Pregado no poste: “Beijos, Moacyr Castro”

 

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