Quem avisa…

Um amigo colocou uma tabuleta com os este aviso na porta do sítio, lá no Embu: “Cuidado com o cachorro; não pise nele.” Esta outra é bem velha. Aí no Largo do Carmo, a Prefeitura escreveu numa placa fincada no jardim: “Não pise na grama”. Um gaiato acrescentou: “Se não souber ler, pergunte ao guarda”. Nas estradas, há o alerta “Quem obedece sinalização evita acidentes”. Em Uruguaiana, quase na divisa com Paso de los Libres, na Argentina, um brasileiro, claro, escreveu: “Quem obedece sinalização evita Perón”. Numa praça de touros, em Madri, durante a Copa do Mundo na Espanha, havia um aviso dirigido diretamente a nós: “A tourada é um espetáculo de arte. Pede-se aos brasileiros não aplaudirem o touro nem vaiarem o toureiro…”.
Numa lata de azeite português está lá: “Consumir antes do fim”. Mas num iogurte bem brasileiro, lê-se: “Tome e agite”. Como? Mas há outros povos campeões de avisos inúteis, pela mensagem que recebi da jornalista Paula Pimenta, a peregrina dos cerrados:
Num secador de cabelos da Sears: “Não use quando estiver dormindo”. Numa barra de sabonete Dial: “Use como um sabonete normal”. Numa refeição congelada da Swanson: “Sugestão de servir: descongele”. Numa touca de banho de hotel: “Ajusta-se a uma cabeça”. Impresso no fundo do vidro da sobremesa Tiramisu: “Não vire de ponta cabeça”. Num pudim da Marks & Spencer: “O produto estará quente depois de aquecido”. Na embalagem de um ferro de passar Rowenta: “Não passe roupas no corpo”. Num remédio infantil da Boot’s Children: “Não opere maquinas nem dirija”. Numa fileira de luzes de Natal chinesas: “Usar somente dentro ou fora de casa”. Num processador de comidas japonesas: “Não é para ser usado para o outro uso”. Num saquinho de amendoins da Sainbury’s: AVISO – Contém amendoins”. Num saquinho de amendoins da American Airlines: “Instruções — abra o saquinho, coma os amendoins”. Numa fantasia infantil de Super-Homem: “O uso destes trajes não o torna apto a voar”. Numa moto-serra sueca: “Não tente parar a serra com as mãos ou genitais” (aaaiii!!).
No Brasil o desemprego é tanto, que quando alguém trabalha, eles até pôem um alerta: “Homens trabalhando”.
Pregado no poste: “Passe com seu cachorro longe daqui…”

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