Que diferença!

Duas histórias: uma de Londres, via agência Reuters, outra de Campo Grande, via um amigo, o jornalista Paulo Cruz, que desconhece a autoria, mas é uma lição.

Londres — A enfermeira britânica Trudi Susyn, de 38 anos, tomada por uma compulsão pelas compras que a levava a gastar até US$ 11 mil em um único dia, suicidou-se porque não pôde pagar suas dívidas. Susyn enchia seu armário com roupas e sapatos caríssimos quase diariamente. Não suportando a situação, matou-se com soníferos.

Campo Grande — O homem atrás do balcão olhava a rua, distraído. Uma garotinha se aproximou da loja e amassou o narizinho contra a vitrine. Os olhos da cor do céu brilharam quando viram um determinado objeto. Entrou na loja e pediu para ver o colar de turquesa azul.

– É para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito?

O dono da loja olhou desconfiado perguntou:

– Quanto dinheiro você tem?

Ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão e, feliz, disse: “Isso dá?” Eram apenas algumas moedas que ela exibia orgulhosa:

– Sabe, queria dar este colar de presente para a minha irmã mais velha. Desde que nossa mãe morreu ela cuida da gente e não tem tempo pra ela. É aniversário dela e tenho certeza de que ficará feliz com o colar que é da cor de seus olhos.

O homem foi para dentro da loja, colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde: “Tome — disse ele para a garota — leve com cuidado.”

Ela saiu feliz saltitando pela rua. Ainda não acabara o dia quando uma linda jovem entrou na loja. Colocou no balcão o embrulho desfeito e indagou:

– Este colar foi comprado aqui?

-Sim senhora.

– E quanto custou?

– Ah! O preço de qualquer produto da minha loja é sempre assunto confidencial entre o vendedor e o cliente.

A moça continuou: “Mas minha irmã tinha somente algumas moedas! Este colar é verdadeiro. Ela não teria dinheiro para pagá-lo!”

O homem tomou o estojo, refez o embrulho com todo o carinho, colocou a fita e devolveu à jovem.

– Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. Ela deu tudo o que tinha.

Pregado no poste: “Igarapava tem juiz”

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