Puta velha

Que história é essa?

Todos sabem porque amanhã será feriado? A data era tão celebrada que havia desfile de estudantes e parada militar, como no Sete de Setembro. Hoje… Bem, hoje é o que saberemos. Flagrar pessoas prontas para o feriado pelos pontos mais badalados da cidade, onde ninguém faz nada – botecos de barrigudos de camiseta bebendo cerveja; crianças que estudam (ou deveriam estudar) a História do Brasil; professor também vale; taxistas; idosos (Quem sabe mais? Eles ou os jovens? Antes, parece, o ensino era melhor; o tal de civismo, hoje chamado ‘cidadania’, mais aguçado.)

Uma pergunta a todos:

— Porque amanhã será feriado?

Se acertarem, emendamos outra, para instigar:

— Quem foi ele?

Atentos às respostas absurdas, como “Tiradentes é personagem do Ney Latorraca”; “Garoto-propaganda de pasta de dente”; “Camelô de dentaduras” ou “É o cara que morreu enforcado com Cristo… Não! Cristo é que morreu na cruz com Tiradentes, né?”

Parece ‘pegadinha’… Mas rende boa reportagem. Ainda mais, se você esticar a conversa e perguntar: e no dia 22, se comemora o quê?

Vá com fotógrafo, mas só publicar as fotos dos que acertarem. O prêmio para esse “quiz” caipira será sair no jornal.

Dois lembretes: 1. Cuidado, se o entrevistado perguntar a você que dia será amanhã, não se esqueça, é o “Dia de Tiradentes”; e 22 é o aniversário do Brasil.

E contamos que esses são os episódios da história do Brasil que inspiraram suas músicas mais populares, ambas de Carnaval. A do Lamartine Babo, “Quem foi que inventou o Brasil”, gravada nos anos 50s pelos palhaços da infância dos seus pais, Arrelia e Pimentinha. A outra, do jornalista Sérgio Porto, o Satnislaw Ponte Preta, satiriza a bagunça mental dos compositores de samba-enredo de Carnaval. Quem não se lembra do “Samba do crioulo doido’, que virou sinônimo de confusão?

Veja as letras e se não souber cantar, é só me chamar…

Quem foi que inventou o Brasil/ Foi seu Cabral, foi seu Cabral/ No dia vinte e dois de abril/ Dois meses depois do Carnaval/ Depois, Ceci amou Peri/ Peri, beijou Ceci/ Ao som/ Ao som do Guarani/ Do Guarani ao Guaraná/ Surgiu a feijoada/ E mais tarde o Parati/ Depois, Ceci virou iaiá/ Peri virou ioiô/ De lá prá cá, tudo mudou/ Passou-se o tempo da vovó/ Quem manda é a severa/ E o cavalo Mossoró…

Foi em Diamantina/ Onde nasceu JK/ Que a princesa Leopoldina/ Arresolveu se casá/ Mas Chica da Silva/ Tinha outros pretendentes/ E obrigou a princesa/ A se casar com Tiradentes/ Lá iá lá iá lá iá/ O bode que deu vou te contar/ Joaquim José/ Que também é/ Da Silva Xavier/ Queria ser dono do mundo/ E se elegeu Pedro II/ Das estradas de Minas/ Seguiu pra São Paulo/ E falou com Anchieta/ O vigário dos índios/ Aliou-se a Dom Pedro/ E acabou com a falseta/ Da união deles dois/ Ficou resolvida a questão/ E foi proclamada a escravidão/ Assim se conta essa história/ Que é dos dois a maior glória/ Dona Leopoldina virou trem/ E dom Pedro é uma estação também/ Ô, ô, ô, ô, ô/ O trem tá atrasado ou já passou…

Pregado no poste: “Quem foi que inventou d. Izalene?”

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