Próxima atração?

As três incógnitas eram cabeça de juiz, barriga de grávida e urna eleitoral. Depois do ultra-som e num país onde, dizem, cadeia não foi feita para rico, incógnita só a urna – para quem acredita.

Conhecidos os resultados, começam as especulações. Por exemplo: quem será o caseiro da Casa Civil? A coordenação política do próximo governo será palaciana ou palocciana? Se for o Serra, a imprensa vai se descabelar para saber se dona Mônica será a primeira e única primeira-dama estrangeira da história? Alguém irá compará-la a Carla Bruni? Não se esqueça: a segunda mulher do Collor foi primeira-dama e sonhava ser a Marta Suplicy brasileira. Em matéria de primeira, o Brasil é um exagero: entre o Costa e Silva e o Médici, tivemos três de uma vez: uma da Marinha, outra do Exército e a terceira, da Aeronáutica. Mas desde o descobrimento, entre todas, a mais bela foi Maria Teresa Goulart. Diante de tanta beleza, Jacqueline Kennedy achou melhor não se arriscar por aqui. Falando nisso, quem é o candidato a primeiro-cavalheiro?

Serra é palmeirense. Em sua solenidade de posse, será tocado o Hino Nacional ou o suíno do Palmeiras? Enquanto políticos vão à posse, o povo escorrega na poça e continua na fossa, porque com brasileiro não há quem possa. Na cerimônia, Sua Santidade, o Papa, fabricantes de pílulas e de camisinhas serão convidados para a mesma mesa ou ele irá se queixar ao bispo (Macedo?).

Quem virá? É verdade que Chávez, Lulla e Evo estão a fazer uma ‘vaquinha’ para bancar a vinda do Fidel Castro? (Pudera! Lá não tem nem papel higiênico! Não usam as folhas do ‘Granma’, por serem ásperas demais – que ninguém nos leia: o livro mais vendido na ilha é de autoria do Fidel, porque suas páginas são lisinhas, lisinhas…)

Nossa bomba atômica terá tecnologia americana, iraniana, venezuelana, norte-coreana, boliviana, baiana ou virá da cana? (Hic!). O Lulla disse que os usineiros são heróis. E os usineiros? Dirão que a Dilma é heroína, tubaína ou Coca- cola? (Se alguém sugeriu propina, eu repudio, porque isto é uma brincadeira.)

O Obama disse que Lulla é “O Cara”. Mas diante de tanta corrupção, desvios, propinas, ele não quis dizer “O Caro”? Se um desafeto do próximo governo ganhar o Nobel, alguém da família poderá contar para ele na prisão?

Enquanto rola a festa, a programação cultural: uma seção especial, com resumo da novela “O Direito de Nascer”, oferecerá café filosófico com padres, pastores, Dilma, Marina, Marta e gestantes em torno do aborto e o tema: “Se não conceber, como saber?”. No alto da rampa, comitiva de manifestantes do Jardim Itatinga suplicam numa faixa: “Ó mãe, que concebeu sem pecar! Permita-nos pecar sem conceber!”

Pregado no poste: “Transmissão simultânea pelas rádios Picaretas, de La Paz, e Supositório, de Cuba”

 

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