Profecias de Caetano, Cazuza e Ary do Cavaco

Essas três musicas são de tempos idos, não tão idos, mas as letras alertam e provam que o Brasil é o mesmo, ontem, hoje e (socorro!!!) sempre? Todos conhecem, foram sucesso:

“Enquanto os homens exercem seus podres poderes/ Motos e fuscas avançam os sinais vermelhos/ E perdem os verdes, somos uns boçais/ Queria querer cantar setecentas mil vezes/ Como são ricos, como são ricos os burgueses/ E os japoneses, mas tudo é muito mais/ Será que nunca faremos senão confirmar a incompetência da América Católica/ Que sempre precisará de ridículos tiranos? Será, que será, que será, que será, será que esta minha estúpida retórica/ Terá que soar, terá que se ouvir por mais zil anos?/ Enquanto os homens exercem seus podres poderes/ Índios e padres e bichas, negros e mulheres/ E adolescentes fazem o carnaval/ Queria querer cantar afinados com eles/ Silenciar em respeito ao seu transe, num êxtase/ Ser indecente, mas tudo é muito mau/ Ou então cada paisano e cada capataz/ Com sua burrice fará jorrar sangue demais/ Nos pantanais, nas cidades, caatingas e nos gerais/ Será que apenas os hermetismos pascoais/ E os tons e os mil tons, seus sons e seus dons geniais/ Nos salvam, nos salvarão dessas trevas e nada mais?/ Enquanto os homens exercem seus podres poderes/ Morrer e matar de fome, de raiva e de sede/ São tantas vezes gestos naturais/ Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo/ Daqueles de velam pela alegria do mundo/ Indo mais fundo, tins e bens e tais, tudo mais fundo, tins e bens e tais.”. É “Podres poderes”, do Caetano Veloso.

“Não me convidaram/ Pra essa festa pobre/ Que os homens armaram/ pra me convencer/ A pagar sem ver/ Toda essa droga/ Que já vem malhada antes de eu nascer/ Não me ofereceram/ Nem um cigarro/ Fiquei na porta estacionando os carros/ Não me elegeram/ Chefe de nada/ O meu cartão de crédito é uma navalha/ Brasil/ Mostra tua cara/ Quero ver quem paga/ Pra gente ficar assim/ Brasil/ Qual é o teu negócio?/ O nome do teu sócio?/ Confia em mim/ Não me sortearam/ A garota do Fantástico/ Não me subornaram/ Será que é o meu fim/ Ver TV em cores/ Na taba de um índio/ Programada pra só dizer sim, sim/ Grande pátria desimportante/ Em nenhum instante/ Eu vou te trair/ Não, não vou te trair.”. É “Brasil”, do Cazuza, George Israel e Nilo Romero.

“Se gritar pega ladrão/ Não fica um, meu irmão/ Se gritar pega ladrão/ Não fica um/ Você me chamou para esse pagode/ Nem me avisou, aqui não tem pobre/ Até me pediu pra pisar de mansinho/ Porque sou da cor eu sou escurinho/ Aqui realmente está toda a nata/ Doutores, senhores até magnata…”. É “Reunião de bacana”, do Ary do Cavaco e Beto do São João.

Pregado no poste: “Na prefeitura Nova York, matam políticos”

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