Pra ver a Puccamp passar

Você se lembra das fanfarras das escolas de Campinas? A repórter Maria Teresa Costa, terror dos medíocres, que todo ano “cobre” os desfiles de Sete de Setembro, diz que continuam a brilhar na avenida. Mas se elas se exibem como antigamente é outra história. Não eram a Mangueira, mas o cenário, uma beleza!

Dava gosto. As do Coração de Jesus e do Ateneu, treinadas – ou coreografadas? — pelo mestre Genebaldo… Os meninos curtiam as meninas do Coração de Jesus, porque enquanto elas caminhavam com o surdo amarrado à cintura, a saia subia… O Roberto Godoy, “ateneuense que não pode falhar”, conta que a deles era enxertada por reforços de fora. Tudo em nome da lendária rivalidade com a fanfarra do Colégio Bandeirantes, do professor Heitor Benjovengo. A escola tinha fama de não ser lá muito rigorosa com o ensino, mas a fanfarra era famosa em todo o Estado. A do Culto à Ciência estreou em 1963, obra da garra do doutor Telêmaco, da dona Celina Duarte Martinho, do professor Stucchi e dos alunos. E com que orgulhou a gente entrou na Glicério, exibindo a maior e mais nova fanfarra da cidade! E as meninas vestidas como escocesas, da Escola Normal? Parecia fanfarra da 3 M… Os rapazes de verde e branco do Liceu Nossa Senhora Auxiliadora (Miguel Jorge, vice-presidente do Banco Santander à frente), a turma do Cesário Mota… Não me lembro mais: o Imaculada, o Vitor Meirelles, o Ataliba Nogueira e o Ave Maria tinham fanfarra? Acho que sim, mas a memória não confirma.

Sabe porque estou falando das fanfarras? É que o mestre José Alexandre dos Santos Ribeiro está fazendo o caldeirão cultural da Puccamp ferver de novo. “A universidade está irreconhecível”, diz, na sua forma peculiar de definir as melhores coisas da vida. Imagine que ele constituiu a Banda da Puccamp, com alunos, funcionários e professores, para tocar nos coretos da cidade. Um militar aposentado será o regente. “A partir de março”, promete. E solta sua expressão favorita: “Será uma delícia!”. Diz que vai até realizar o sonho de um professor da Odontologia: tocar trompete numa banda.

Quando você terminar de ler esta crônica, é possível que mestre Alexandre esteja a caminho de Ribeirão para me puxar as orelhas. Onde já se viu confundir a banda da veneranda Puccamp com fanfarras colegiais?

Pregado no poste: “A Telefonica consegue ser pior do que a Telesp!”

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