Polícia traída

Eu acredito: a polícia de Campinas não sabia do maior desmanche do Brasil. Isso acontece. É da vida.
Um jornal desta cidade tinha um repórter de polícia que acompanhou durante meses as investigações para encontrar uma empregada doméstica assassina. Levou até o retrato falado dela para o jornal publicar. Quando ela foi presa, se espantou o coitado: “Nossa! É você!”. Até uma semana antes de ser presa, ela trabalhou na casa do… repórter. Que, naquele dia, fez sua última reportagem.
Uma repórter também fez sua última reportagem quando estudantes da USP se rebelaram e fizeram uma eleição para o Diretório Central, em 1975, desafiando a ditadura. Ela ainda ligou para o jornal dizendo que não ia escrever a reportagem, porque tinham roubado as urnas.
Eu acredito na nossa polícia. Tanto quanto acredito que dona Izelene tenha o comando absoluto da administração da cidade. Ela tem tanto controle sobre a cidade, que entra no Oziel, no Itatiaia, no São Fernando, sem ser barrada pelos traficantes. Você não acredita? Então. Acontece que temos uma polícia traída, como “marida” traída, a última a saber. Só isso.
Por falar na dona Izalene, ainda acho que os assassinos do Toninho e do Celso Daniel são políticos. Você também não acha que eles devem pedir asilo político, coitadinhos? Só não descobri qual o partido deles. Também acredito que a tal da Roseana e seu Jorjão não pediram fórum privilegiado porque há algo errado naquela dinheirama. O casal apenas gosta de privilégios. Você não? Digo mais: acredito piamente que o Fernando Henrique não sabia da ação da Polícia Federal na empresa do Jorjão da Ro.
Também acabo de crer que o padre Caran não sabe quem matou o Alecrim do Largo da Catedral. Nem eu.
Assim como você, tenho certeza absoluta de que o Lula, depois da eleição, vitorioso ou derrotado, continuará condenando as invasões do MST.
Só não acredito em cegonha porque quem acredita pratica o aborto dando estilingada nela. E matar animais é proibido.
Mas acredito em Papai Noel, assim como a polícia acredita. Agora, ela anda tão apavorada, que já procura até oficina de desmanche de trenó.
Pregado no poste: “O comunismo acabou por falta de capital”

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