Podem me chamar de Zé Pedro

O nosso José Pedro Martins é dos poucos ecologistas que não ficaram eco-chatos nem chatos. Alguns, de tão fanáticos, deixaram de torcer para a Ponte Preta, porque a diretoria jamais aceitaria trocar o nome do clube para Ponte Verde e ninguém queria ser chamado de “ponte esverdeado”. Se ele é bugrino, palmeirense, torcedor da Francana ou do XV de Jaú, também não sei. Mas como todo bom mineiro é conciliador, talvez ele seja da galera do América de Belô, aquele de camisa verde e… preta, que sábado não conseguiu ganhar da Ponte e no ano que vem não ganhará do Guarani.

Domingo, fiquei muito honrado e agradecido ao pessoal do Cosmo. Ligo o jornal para ver as crônicas dos colegas de trabalho e eis que divide meu espaço comigo o iluminado Zé Pedro, com seu último texto da série “O Belo Pantanal”, iniciada a 14 de novembro.

Admiráveis essas pessoas, inteligentes, que não confundem ecologia com ideologia. De tão fanático pela natureza, sou casado com a Flora e não mato nenhum bicho — saio correndo. Por isso, passei um ano em Campo Grande e nunca fui ao Pantanal. Mas de tanto ver “Terra da Gente” e “Globo Repórter”, conheço aquele maravilha mais do que qualquer pantaneiro. Antes de começar os programas, passo repelente, protetor solar, ajeito a cuia de tererê, ponho meu boné igualzinho ao da Maraísa Ribeiro e torço para o peixe escapar. Mas como já disse, ela sempre pesca o peixe e mostra a vara, para provar que pescador não é mentiroso.

Dia desses, o Zé Pedro me mandou os dois últimos de seus mais de 40 livros. “Terra Cantata” e “Campinas, Meu Amor”. Recomendo os 40. O primeiro fisga nas primeiras linhas: “Cantata, composição pra ser cantada. Origem no latim ‘cantus – som musical emitido pela voz humana’, e que também remete ao grego ‘kanthós’ – lugar do olho onde se formam as lágrimas’. Ângulo, visão. Terra Cantata, o canto da terra, choro e melodia do planeta. A Terra chora e canta – choro que pode ser de tristeza, lamento, mas também de alegria, êxtase, pela vida em movimento, que não morre, apenas se transforma.”.

Agora, com licença, vou mergulhar nessa leitura. O bom livro é como bom amigo, e bom amigo a gente não larga no meio do caminho.

Pregado no poste: “Quer voar no ‘Vassourão’?”

 

 

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