Para o inferno?

O Brasil continua uma “gracinha”. Na Constituição, está escrito que todos são iguais perante a lei, mas as sumidades de Brasília fazem leis para a inclusão de minorias. Meu Deus do Céu, se todos são iguais perante a lei, não existem minorias! Se existe lei para inclusão de minorias, ninguém é igual perante a lei. Mude-se a Constituição, uai!

O governo quer proibir o comércio, a posse e o uso de armas de fogo. Mas o Código Penal reconhece a legítima defesa. E agora? Se alguém disparar em legítima defesa, será condenado? A arma que é de fogo ou esse governo?

As “otoridades” fazem bruta e meritória campanha para o povo usar camisinha. Vem a igreja e diz que é contra. Ela se mete em assuntos do Estado com tamanha sem-cerimônia, que eu fico pensando: “Se os padres são contra a camisinha, eles que não usem, ora bolas!”. Mas eu tenho certeza de que nenhum padre usa camisinha, porque todos respeitam o celibato, como manda a santa madre igreja. Agora, se um leigo propuser o fim do celibato, a igreja diz que ele não tem nada com isso.

Desde que proclamaram a República (só uma vingança contra a princesa Isabel, porque ela libertou os escravos na boca da safra do café; em ano meio, toda a família real caiu do trono), o Estado e a Igreja se separaram. O Estado se separou, mas a Igreja parece que não. Sabe ex-mulher (ou ex-marido) que fica no pé? Então…

Felizmente, o bondoso bispo Luiz Flávio Cappio desistiu da greve de fome contra a transposição do Rio São Francisco. E não foi porque o Papa João Paulo II confessou ao ex-presidente Lulla ser a favor — se o Papa se confessou com o Lulla, não estranhe. O Brasil é uma gracinha. Papa e bispo não têm nada a ver com assuntos do Estado, mas este país não resiste a uma gracinha.

O bispo desistiu da greve porque não agüentou a fome; porque recusaram incluí-lo no ‘Fome Zero’ ou porque ele descobriu que Deus é misericordioso, mas sua infinita misericórdia não contempla o suicídio?

Pregado no poste: “Vote ‘não’, para se defender do governo”

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