Outro mistério

Capítulos importantes da história de Campinas persistem inacabados. Até hoje ninguém sabe quem matou seo Toninho e quem mandou matá-lo. Não se sabe, também, a quem interessava a morte dele. A traficantes? Políticos? ‘Negociantes’?

Quem sabotou a reforma do Cine Rink? Formandos de jornalismo da Puccamp descobriram que vigas de sustentação do teto fora cortadas e emendadas. O teto desabou; muita gente morreu; figurões da época sabiam do crime (os laudos da perícia sempre estiveram no Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e tudo só foi desabafado por esses estudantes. Mas o silêncio continua, maior do que nos túmulos das vítimas.

Afinal, quem foi o bandido mascarado que matou várias pessoas ali perto do aeroporto de Viracopos, entre 1960 e 1963?

Essa é dose: quem elegeria d. Izalene?

Outra dose: quem roubou os trilhos dos bondes?

Cavalar: quem mandou matar o Alecrim diante da Catedral?

Quem matou seo Otacílio, zelador do Colégio Culto à Ciência, numa noite de sábado de 1966? Aquela voz que me ligou denunciando alunos flagrados por ele, tentando destruir provas mensais nunca mais se manifestou.

Agora, me vem a vedete do Brasil, Virgínia Lane, 87 anos, 15 como amante do ditador Getúlio, falando que estava na cama com ele, quando quatro encapuzados apareceram no fim da madrugada para matá-lo. Chamado, Gregório Fortunato, o “anjo negro” do canalha do Catete, entrou no quarto e cumpriu a ordem: jogou a vedete pela janela e saiu, sem saber que Getúlio estava acuado. (Cuidado, a Virgínia está lançando um livro de memórias; é a palavra dela contra a de ninguém — essa ‘bomba’ pode estar armada só para vender o livro.)

A Magdalena Fagotti Mafra, garcense que mora em Guaratuba, é mesmo a miss Campinas e miss São Paulo de 1958? Formou-se em Psicologia na Puccamp e sumiu.

Esta é ótima: o maior cachê da carreira do grande Orlando Silva, “o cantor das multidões”, foi pago por um “senhor de Campinas”, que o contratou para uma apresentação no Teatro Municipal, no dia 31 de janeiro de 1937: dez contos de réis. Orlando tinha 22 anos e nessa idade fez a primeira gravação de “Carinhoso”. Palavras do Orlando, em depoimento de 1969: “Reformei minha casa; troquei a mobília dos quartos da minha mãe, minha irmã e meu irmão; comprei jogos de cristais e roupas para eles e guardei 2.500 contos na Caixa Econômica”.

Quem é esse “senhor de Campinas”? Mistééério…

Pregado no poste: “Quando se casam, idosos deixam lista de presentes na farmácia?”

 

 

 

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